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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Narcotráfico

Nos anos de 1990, o controle militar da Amazônia retomou fôlego com o objetivo maior de combater o narcotráfico, o termo empregado para designar o sistema de produção e comercialização de drogas ilícitas, sobretudo a cocaína, cuja origem é a folha de coca cultivada nos países andinos da américa do Sul desde os tempos pré-colombianos. Porém, o aparato militar do Brasil, Perú e Colômbia não está conseguindo vencer os desafios do mundo das drogas.

A Colômbia é, hoje, a maior produtora de folhas de coca. Para a produção de cocaína, porém, ela precisa importar da Bolívia e do Peru os elementos químicos necessários ao refino. Os cultivos de coca situam-se, em sua totalidade, no lado oriental da Cordilheira dos Andes, junto as margens dos rios quem formam a Bacia Amazônica. Usando a malha viária com seus infinitos becos, ruas e avenidas aquáticas, a droga deixa a Colômbia, entra no Brasil e ganha o mundo.

A Amazônia brasileira é, sobretudo, rota de passagem da droga produzida em países vizinhos. Ao mesmo tempo, cresce o consumo de drogas, especialmente nas grandes cidades. Impõem-se uma política de combate eficaz ao tráfico e de prevenção ao uso da droga e de tratamento dos químico-dependentes. As políticas públicas de prevenção e combate as drogas além de tímidas, não estão mostrando resultados eficazes.

A manutenção da estrutura do narcotráfico, desde o plantio até a chegada ao consumidor dependente, emprega mais de um milhão de pessoas. Um verdadeiro exército que vive à margem da lei, envolvido em todas as formas de violência, infliltrado em todas as instâncias oficiais. Em geral criamos uma desconfiança da conveniência das polícias com os envolvidos nos negócios das drogas.

As cifras econômicas que o tráfico movimenta anualmente giram na casa de muitos zeros. Os grandes traficantes, os que plantam em grande escala e que envolvem um batalhão de trabalhadores; os que compram, importam e exportam; são considerados empresários e fazem parte das elites econômicas nas cidades e vivem curtindo, juntamente com suas famílias, o bem-bom que o diheiro pode oferecer. 

Nesse mundo quem mais está perdendo são os jovens, e estão perdendo a vida. Por todo canto do país, está cada vez mais comum matarem a juventude desse mundo. Os jovens, são os que mais morrem no Brasil. E as mães, pobres mães; são, quem mais sofrem!


quinta-feira, 29 de março de 2012

Outra Amazônia é possível?

Parte 2 - Energia

 A Amazônia responde por quase metade do potencial enérgico do Brasil; isto, por enquanto, breve, depois do término das novas hidrelétricas de Girau e Belo Monte, seremos o maior potencial do país. Grande parte da energia produzida na amazônia é utilizada em outras regiões do país. Para a Amazônia, ficam os impactos e para as outras, a utilização, e não mais existem medidas compensatórias que paguem esse serviço a mais que a amazônia presta ao resto do Brasil.

As hidrelétricas na Amazônia seguem deixando rastros de destruições, na natureza e nas cutluras amazônicas. Os investimentos do governo são nas casas dos bilhões. Só a título de exemplo desses estragos, cito: Balbina, construída em 1980, Belo Monte, e o Linhão de Tucuruí que estão em construção.



A Usina Hidrelétrica de Balbina está localizada no rio Uatumã (Bacia Amazônica), município brasileiro de Presidente Figueiredo, precisamente no distrito de Balbina, no estado do Amazonas. Inaugurada no final da década de 1980, a usina é citada como um erro histórico por cientistas e gestores pela baixa geração em relação à área alagada, e pelas conseqüências disso. 

Construída sem a aprovação do povo do Amazonas, alagou imensas áreas, matando peixes e expulsando vários etnias indígenas e o povo caboclo que habitava na área. Além de não conseguir gerar a energia prometida, até hoje não conseguiu sarar as feridas na natureza e nas culturas dos povos que de lá foram tirados.


A Usina Hidrelétrica de Belo Monte é uma central hidrelétrica a ser construída no Rio Xingu, no estado brasileiro do Pará, nas proximidades da cidade de Altamira. O projeto de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte surgiu há mais de trinta anos, ainda no período de ditadura militar. O projeto foi engavetado em 1989, sob pressões de grupos indígenas liderados pelo cacique Raoni e o cantor Sting, ex-vocalista da banda “The Police”.

A hidrelétrica de Belo Monte possuirá uma capacidade para abastecer mais de 26 milhões de habitantes. A construção da hidrelétrica ocupará as regiões dos municípios paraenses de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitório do Xingu. O lago gerado pela usina terá 516 km² de área, inundando 51.600 hectares de floresta, deixará submerso parte do Xingu (Volta Grande) e um terço de Altamira. A instalação da usina desalojará mais de 20 mil pessoas, mas gerará cerca de 80.000 postos de trabalho na sua construção. 

Estima-se que a hidrelétrica de Belo Monte produzirá 11.233 MW de energia em épocas de cheias, que compreendem a quatro meses ao ano, e 4.000 MW nas épocas de baixa e Seu custo está estimado em R$ 26 bilhões; estimado!


O Linhão de Tucuruí, prometido em 2003 pelo presidente Lula, foi dividido em três blocos – Manaus-Oriximiná, Oriximiná-Macapá, Macapá-Tucuruí – e deve estar concluído até 2012. A linha de Transmissão Tucuruí-Macapá-Manaus permitirá a integração dos estados do Amazonas, Amapá e do oeste do Pará ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Com aproximadamente 1.800 quilômetros de extensão total em tensões de 500 e 230 kV em circuito duplo, passará por trechos de florestas e vai atravessar o Rio Amazonas Duas extensas rodovias iniciaram, nos anos 1950, a integração definitiva da Amazônia ao Brasil. Eram a Belém-Brasília e a Brasília-Acre, com mais de dois mil quilômetros de comprimento. Seus eixos partiam da capital federal nos rumos norte e oeste da nova fronteira econômica em abertura.

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Os impactos dessa atividade são muito grandes. É necessário e urgente pensar em formas alternativas de produção de energia que diminuam a agressão ambiental e não penalizem as populações amazônidas!

terça-feira, 27 de março de 2012

Outra Amazônia é possível?

Parte 1 - Desmatamento para o agronegócio

O capital dos grupos nacionais e internacionais que usam das forças das elites políticas e econômicas locais não se contenta com a ocupação do território, muitas vezes à custa das populações tradicionais. Ele transforma a terra do povo, terra de sua vida e de seu trabalho, em terra de negócio para lucro de poucos.


A realidade histórica desse processo de ocupação nos diz que tudo começa com o desmatamento de grandes áreas para o aproveitamento da madeira. O desmatamento é movido por diversos setores econômicos e sociais. São diversas razões e causas, inúmeros padrões e dinâmicas de ocupação humana na amazônia que se traduzem por um único e aparente resultado: a substituição da cobertura florestal por outras formas de uso e ocupação das terras.





Em seguida, depois da madeira cortada, selecionada as que entram no mercado; a terra dar lugar à pecuária de grande porte. Amazônia é a região brasileira que mais produz carne bovina e os pecuaristas do momento, comemoram recordes e mais recordes todos os anos, levando o Brasil ao primeiro lugar na criação de gado e venda de carne. As exportações deixam grandes valores nos cofres do governo.


Quando a terra já não serve para o gado, começa então um novo capítulo da novela, dessa vez, entra a soja. A floresta transforma-se, em geral, em grandes extenções de plantações de grãos.

Esse modelo de desenvolvimento que, sobretudo na Amazônia, é concentrador nas mãos de poucos, é devastador e violento, vem sendo apoiado pelos governos que o favorecem finaceiramente e com incentivos fiscais, em detrimento do modelo de ocupação do território praticado pelas populações tradicionais que nunca recebem, dos poderes públicos semelhante apoio a que têm direito.

O prejuízo para as populações tradicionais é imenso. privados de seus territórios, muitos se sujeitam a trabalhos em condições de escravos.

E assim seguem os projetos que na força da grana destroem coisas belas!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Outra Amazônia é possível?

Introdução
 

Com o tema "Economia Verde e Desenvolvimento Sustentável", está acontecendo em Manaus o 3º Fórum Mundial de Sustentabilidade, no hotel Tropical. Idealizado e organanizado pelo empresário e showman João Doria Júnior, presidente do grupo Lide; o Fórum esse ano na sua terceira edição está com cerca de 900 lideranças empresariais, políticas, pesquisadores e organizações socioambientai; delebridades globais de diversas áreas

"O governador Omar Aziz no discurso de abertura foi realista e lembrou das dificuldades vividas pelos ribeirinhos com a enchente. Segundo ele, 30 mil famílias estão sofrendo com a cheia dos rios no Amazonas, mas na conferência que tratará do clima nenhum governador do Norte foi chamado para relatar as dificuldades enfrentadas aqui com as mudanças climáticas. Não adianta discurtir os problemas ambientais dentro de uma sala com ar condicionado... ".

Dificilmente um Fórum dessa natureza, onde a maioria dos participantes estão ligados por uma forma ou outra aos donos do capital nacional ou internacional; vai tocar na realidade destruídora do planeta. Tomemos como ponto de partida a nossa Amazônia que está sendo devorada por megas projetos envolvendo trilhões de dólares e esse desmonte silencioso e mortal não é de hoje.


A partir da década de 1950, com efeito, a Amazônia passou por grandes mudanças. Visando à "ocupação planejada da Amazônia", o governo elaborou o Plano de Valorização Econômica da Amazônia. Para a realização deste plano, foram criadas inúmeras instituições de apoio: institutos de pesquisas, aeroportos, bancos, redes de comunicação. A implantação da estatrada Belém-Brasília também provocou um grande fluxo migratório para a região, induzindo sua dinamização. Surgiram novos núcleos urbanos e diversos municípios foram criados pela ação governamental. A política de incentivo e de insenções fiscais do governo federal fez aumentar os investimentos aplicados na região.

Em maio de 1966, foi iniciada a "Operação Amazônia", um amplo e ambicioso projeto de integração da Amazônia ao resto do Brasil, que abriu as portas da região ao capital internacional e nacional. Essa política atraiu grandes empresas nacionais e estrangeiras, incentivou projetos agropecuários, minerais, madereiros e industriais, e organizou uma política de colonização visando preencher os espaços vazios das terras amazônicas.

Com o objeitvo de desenvolver a Amazônia Ocidental, foi criada, em 1967, a Zona Franca de Manaus, que atraiu interesses econômicos e financeiros para a Amazônia, através de incentivos fiscais especiais e de uma área livre para o comércio de importação e exportação.

Aqui está o começo do fim; foi dada a largada dos projetos que fazem parte da vida dos amazônidas do presente e do futuro. Esses são projetos marcados por grandes valores econômicos e não serão jamais freiados até extrairem o último centavo que podem tirar da Amazônia, mesmo que custe a última folha da última árvore!