Com o slogan festejando o presente e contruíndo o futuro, a propaganda pelas ruas da terra do gás e do petróleo, convida toda a população para a grande festa do aniversário da cidade.
Com uma grande programação, incluíndo três atrações nacionais: Banda Calypso, Bandana e Solteirões do Forró, a promessa é de uma grande festa.
Assim o "circo" está armado. Essa era a estratégia do antigo Império Romano quando dominava o mundo, dava ao povo da cidade eterna "circo" e "pão".
Só que em Coari esqueceram de dar o "pão". O "peixe" que é o "pão" do caboclo amazônico, coriense, está custando "os olhos da cara", como define uma consumidora; nos informa o Coari em tempo.
Enquanto vamos pagando bandas que são atrações nacional, a maioria da população não tem dinheiro para pagar uma matrinchã que chega a custar R$25,00 ou comprar uma enfiada de oito pacus no valor de R$ 20,00.
O que vamos comer com o peixe do preço desse jeito? "Isso é o fim do mundo", afirma dona Maria Genoneve, que ilustra o jornal segurando uma enfiada de peixes.
Mesmo que o povo tenha que morar de qualquer jeito, enfrentando toda e qualquer situação, sendo castigado pela malária, já são sete mil esse ano. O importante é o circo. Com ele podemos gastar quanto for preciso. Temos que agradar esse povo faminto de tudo, principalmente de lazer.
A festa ainda vai continua e a fome idem!



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