sexta-feira, 27 de abril de 2012



Depois de muito refletir, cheguei a conclusão que este blog devia chegar ao seu fim e hoje é seu dia. Claro, que a vida tem suas voltas e suas razões que a própria razão não entende e quem sabe um dia por um ou outro motivo, suas atividades seja retomadas. Nem sempre devemos fechar as portas e jogar as chaves fora.

O Província de Machiparo foi uma escola, nele aprendi muito sobre a vida, principalmente sobre meu próprio processo/projeto de aprendiz de ser humano, começando por mim próprio. Não foi fácil chegar tomar a decisão pela relação que tenho com o blog e seus leitores. Ele está em mim feito tatuagem e vai ficar pra sempre. Porém, chega determinados momentos na vida, que para avançar é preciso saber discernir com perdas, sentindo que o sangrar é a seiva de cada nascimento.

A principal razão dessa cocnlusão é seu objetivo de "refletir e iqnuietar sobre Coari e seus arredores". Cheguei a tal ponto, que por ter deixado a cidade da terra do gás e do petróleo me dificultou a ter uma visão mais ampla das temáticas tratadas no blog e depois quero ampliar horizontes.

E depois, como disse no meu novo blog: "partilhando com amigos, perguntavam se "Divagações"  vai falar de Coari e Política, respondendo a eles e a todos, sim, com certeza; essas realidades estarão presentes na agenda, proém, dentro de uma temática maior.

Divagações, meu novo blog "nasce com a intenção de repartir/partilhar idéias e olhares, sabores, cheiros e cores do mundo Amazônico e do meu mundo índio, caboclo, terráqueo, da cidade encantada e outros encantos e encantes." Todos nele são bem vindos.

Agradeço a todos que por aqui passaram. Abraços e que Deus vos abençoe!


quarta-feira, 25 de abril de 2012


O florista foi ao barbeiro para cortar o cabelo.
 
Após o corte perguntou ao barbeiro o valor do serviço e o barbeiro respondeu:
 
- Não posso aceitar o seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário esta semana.
 
O florista ficou feliz e foi embora.
 
No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um buquê com uma dúzia de rosas na porta e uma nota de agradecimento do florista.
 
Mais tarde no mesmo dia veio um padeiro para cortar o cabelo... Após o corte, ao pagar, o barbeiro disse:
 
- Não posso aceitar o seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
 
O padeiro ficou feliz e foi embora.
 
No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um cesto com pães e doces na porta e uma nota de agradecimento do padeiro..
 
Naquele terceiro dia veio um deputado para um corte de cabelo.
 
Novamente, ao pedir para pagar, o barbeiro disse:
 
- Não posso aceitar o seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
 
O deputado ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, quando o barbeiro veio abrir a barbearia, havia uma dúzia de deputados fazendo fila para cortar cabelo.
 
Essa é a diferença entre cidadãos e políticos.

"Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão."
(Eça de Queiróz)

NA PRÓXIMA ELEIÇÃO TROQUE UM LADRÃO POR UM CIDADÃO.
CAMPANHA PRÓ-LIMPEZA DOS PARLAMENTOS.

Sem Palavras



sábado, 21 de abril de 2012

Meus Heróis não morreram de overdose


O dia 21 de abril é feriado nacional. É o dia da morte de Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes, que foi enforcado e esquartejado, por lutar pela independência do país. O Brasil trata com ironia seus heróis. Primeito mata, depois incensa e coloca flores em seus túmulos, e por último presta homenagens e eterniza. Foi assim com Tiradentes, Ajuricaba, Chico Mendes, Ir. Dorothy e tantos outros, e vai ser assim pra sempre!

No mesmo dia em que se comemora o Dia de Tiradentes, a Marcha Nacional Contra a Corrupção volta às ruas neste sábado (21) para mais um dia de protestos contra a corrupção em mais de 40 cidades brasileiras. A expectativa dos organizadores é reunir 900 mil pessoas. Leia mais.

Precisamos ir as ruas de nossas cidades, é urgente que nos libertemos dos corruptos. Não podemos deixar que tenha sido inútel o sangue derramado de Tiradentes e tantos outros por um país melhor, justo e bom para todos; uma pátria de irmãos. Infelizmente a ganância de uma minoria que quer só para si a maior parte da riqueza, deixa uma grande maioria viver num permanente estado de pobreza, de miséria e até de indências. Numa fome crônica.

Enquanto uns vão as ruas alertar contra a corrupção, também no Dia de Tiradentes são muitos os que se reunem em seus Partidos Políticos e trançam suas tranças para chegarem ao poder. Quem dera tivessem os nobres ideais de nosso herói de hoje. Infelizmente a grande maioria está em busca de enriquecimento próprio, trama contra o nosso país. Para esses devemos gritar, Fora!


O Brasil dos irmãos Villas-Bôas, o Brasil de todos nós


O filme "Xingu" em homenagem a saga dos irmãos Villas-Bôas em comemeração aos 50 anos da Criação do Parque Nacional do Xingu, lançado uma semana atrás nos cinemas do país, é uma grande homenagem aos Índios do Brasil. Bem recebido pela crítica nacional e internacional, o filme tem tudo para ser um clássico do cinema nacioal.

Acima de tudo, mostra o bom momento que vive o cinema brasileiro e como amadureceu, não só diante de si mesmo, como também no mundo das telonas internacionais. Foi um dos filmes mais assistidos da semana, não só pela sua história, mas, principalmente pela sua qualidade

A história dos Irmãos Villas-Bôas mostram um outro Brasil aos brasileiros, o Brasil dos povos indígenas; sem fantasia, infantilidade ou poesia da vida desses brasileiros tão sofridos e que lutam uma guerra permanente, que já dura mais de 500 anos, para viverem no que é seu por direito; pois, foram os primeiros que aqui chegaram, cerca de dez mil anos atrás.

O filme é uma inquietação, acima de tudo, sobre o sistema capitalista consumista e desenvolvimentista que vivemos. Ele questiona se esse estilo de vida assumido pelo ocidente e propagado pelos Estados Unidos pelo mundo é de fato bom para o ser humano e o planeta terra. Certo momento um dos personagens do filme, questionado por uma autoridade sobre o "atraso de vida dos índios" que "atrapalha o desenvolvimento do país"; ele responde dizendo que esse estilo de vida não é bom para os indígenas e pensa que nem para o resto dos brasileiros.

Faço minhas as palavras de Eliana Brum na sua coluna semanal na Revista Época:

"Talvez, hoje, a presidente Dilma Rousseff passasse um pito na guerrilheira Dilma Rousseff: “Não há espaço para a fantasia”. E imediatamente esquecesse que foi essa “fantasia” que tornou possível não só a própria democracia, mas a ascensão de um operário à presidência do Brasil. E também a tudo o que veio depois – inclusive ela. Foi essa mesma frase, em minha opinião a mais infeliz de sua trajetória como presidente, possivelmente de sua vida, que Dilma Rousseff declarou aos ambientalistas que combatem Belo Monte, no início de abril, afirmando que não mudará sua política de “desenvolvimento” para a Amazônia. O que nos faz concluir que, diante dos Irmãos Villas Bôas, os indigenistas de ontem, Dilma Rousseff só poderia dizer o mesmo que diz para os indigenistas de hoje: “Não há espaço para a fantasia”.

Cara presidente, se não existisse “fantasia” não existiria humanidade – não existiria nem mesmo o conceito de nação. Como disse Fernando Meirelles, no site da produtora O2 Filmes: “Sonhe um pouco, presidenta. Ou ao menos escute o sonho dos que conseguem sonhar”."


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Rui Machado, o nosso Ajuricaba 

Com o título o "Guardião de Memórias" a revista Bossa ilustra suas páginas com uma bela matéria sobre Rui Machado e sua arte. Ele que tem encantado a todos mostrando com beleza e traçcos fortes o mundo amazônico e ultimamente está sendo descoberto, tal qual a sua arte.

Pelo bem que está fazendo ao mundo amazônico, pricipalmente o indígena, merece todas as homenagens de nós descendentes e pertencentes a este mundo de milhares de anos.

Admirando, contemplando sua obra pode-se chegar a conclusão que ele vai muito além do título dado a ele pela revista de "Guardião de Memórias", não descarto que seja como nos mostra a bela matéria, porém, ele nos revela memórias que atravessam o tempo de incontáveis anos, de mundos distantes não pela geografia, mas, pelo tempo.

Como arquiológo, com sua arte, expõe mundos que foram despedaçados e enterrados com muitas camadas de barro, ferro, chumbo, aço e outros metais, para que nunca mais voltassem a serem vistos. Era tanta beleza que envergonhava os que aqui chegaram com seu mundo feio pela ambição e pela morte.

Com sua arte Rui Machado está nos mostrando os traços, as cores, as formas das histórias até aqui enterradas. Tudo é tão forte e tão vivo que exala até o perfume dos cacos e dos corpos ressuscitados. Falar é pouco no que o Rui expressa; as cores gritam o grito preso na garganta dos que nunca tiveram voz e nem vez.

Arrancando máscaras e mostrando realidades, ele segue como um guerreiros de todas as tribos, armado de pincel e tinta, que são os seus arcos, flechas e lanças, numa luta onde a arte da beleza questiona e inquieta os que são capazes de matar o corpo e anima para as lutas os que pareciam vencidos pela força da grana que destrói coisas belas.

Aliado de todos os povos indígenas da Amazônia, a beleza que nos encanta de sua arte, comunica que só ela é capaz de vencer os ganhões e mostrar vida a todos, onde muitos só são capazes de perceberem a morte.

Com seus traços, riscados de marcas deixadas no tempo, anuncia que todos os dias é dia desses povos que com sabedoria convivem com a natureza e dela se fazem irmãos. E para além de tudo, nos convida a olharmos para nós e descobrirmos o índio, a índia que mora em nossa alma e que hoje é o nosso dia. O Dia do Índio!
19 de Abril - O nosso Dia


Hoje deveria ser um dia sagrado para o Brasil e principalmente para a Amazônia. Um feriado Nacional. Comemoramos, como assim dizemos, o Dia do Índio. E está sendo como um dia comum, que nada significa aos brasileiros. Nem a impressa nacional e muito menos a regional deu qualquer destaque aos povos indígenas no seu dis. Triste, muito triste.

O Acritica enfatiza um debate promovido pelo grupo Calderaro, dono do jornal, sobre a capital e esqueceram dos índios,a té no debate. Manaus poderia ser a capital indígena do planeta; para cá além migraram famílias e até etnias, tribos que estão espalhados pela grande Manaus, quase sem assistência e morando de qualquer jeito. São milhares deles das mais diversas etnias da região da Amazônia Continental. "Parece"  que em Manaus não há espaços para indígenas!

O Brasil deveria agradecer aos nossos povos indégenas pelo legado que deixaram ao país, que em milhares de anos de convivência nesse país não destruíram suas principais riquezas minerais, sem sua fauna e flora. Nos entregaram em 1500 a Terra de Santa Cruz intacta.




O abandono por parte das "sociedades ocidentais" e pelas "elites nacionais" sempre foram a marca da relação com os povos indígenas do Brasil. Mesmo esquecidos, abandonados e sofrendo todo tipo de preconceito, eles nunca se acorvadaram, sempre buscaram lutar por suas vidas, suas terras e seus direitos, quase sempre perdendo. No passado pela força da espada, da cruz e da pólvora; hoje pela força do dinheiro e do preconceito.

Na dança feita oração eles pedem a compania de Deus, que nunca os abandonou e vão as lutas, armados da arte no corpo e na alma, com a força de suas pinturas, com seus arcos e flechas e sua coragem. Sua maior luta é contra o preconceito, que sofrem não só por serem índiose viverem fora do paradigma da cultura ocidental, e muito por serem pobres.


Na luta por seus direitos por terra, saúde, educação, enfim, por qualidade de vida e no resgate de seu maior patriônio, ocupam as periferias das cidades, áreas rurais, sítios e fazendas; aprenderam que a maior arma é a união, por isso cada vez mais se organizam e convidam para o terreiro das conversas, das negociações o governo e a sociedade organizada para juntos encontrarem caminhos onde todos possam viver bem e em Paz!

Apesar das perdas, das derrotas, muitas lutas foram vencidas e avançam na certezas aprendidades com as derrotas que é preciso se colocar em permaente estado de luta. Precisamos "aprender" com as novas ferramentas e negociar em favor de todos, levando em conta a marca registrada dos nossos ancetrais que preservar a vida do planeta, é preservar a vida humana!



terça-feira, 17 de abril de 2012

Nas mãos de quem está o dinheiro das drogas?


As drogas foram transformadas num negócio, num empreendimento mundial, movimenta trilhões e vieram para ficar. Os grandes plantadores, exportadores, importadores e distribuidores de cocaína se apresentam socialmente como grandes/megas empresários; transitam livremente nos diversos meios sociais e se relacionam com as mais diversas "elites" do mundo.

Os negócios das drogas têm tentáculos em diversas áreas da economia, passando pela pirataria, prostituição, tráfico humano e de armas, contrabando, falsificação  e todo tipo de negócios considerados ilegais e também pela lavagem de dinheiro em muitos investimentos/empreendimentos considerados legais.

A terra do gás e do petróleo seguiu a onda brasileira, entrando na onda das plantações de maconha para abastecer o mercado local. No começo, eram os plantadores na área rural do município e os compradores, pequenos emprededores na cidade que distribuiam para as bocas de fumo que faziam chegar até os usuários/consumidores dos produtos. Essa época enriqueceu alguns que hoje estão com a fortuna lavada e longe do mundo das drogas. São na terra do gás e do petróleo cidadãos de bem!

A segunda onda foi nossa entrada na jogada mundial e latinoamericana da cocaína. O mercado internacional foi incrementado com a "branquinha", mais cara e com o rótulo de ser uma droga da classe média. A terra do gás não tinha um "empresário" poderoso, que comprava/importava e distribuia para os outros, mas, vários compradores/importadores e distribuidores.


Com a confirmação da rota do tráfico pelo solimões, atravessando o território aquático do município, entramos na terceira onda, uma jogada de mestres e perigosa. Alguns "empresário importadores/distribuidores" através dos "contatos" (provavelmente dos velhos fornecedores, experimentados no ramos e bem informados) ficavam informados das descidas de drogas em pequenas lanchas que fazem os mais diversos atalhos; atacavam os transportadores, disfarçados de polícia ou não, se apossavam da carga e distribuiam em Coari.


Essa onda, além de colocar a terra do gás e do petróleo na rota internacional das drogas; pelas ações de coragem e ousadia deu visibilidade aos traficantes de Coari. E de quebra os deixou capitalizados.


A quarta onda é a da atualidade e veio na onda da terceira onda. Conhecidos no mundo do tráfico, capitalizados e com um mercado coariense de consumo de cocaína em crescimento; nossos "empresários" se tornaram grandes importadores, capazes de abastecer Coari e de vender no grande mercado consumidor de Manaus.


Uma vez que nem todos os nossos "empresários" da área entraram na jogada de se apossarem das drogas dos traficantes colombianos, peruanos e de grandes traficantes de Manaus, pelo alto risco de vida que corriam; surgiu em Coari um outro personagem muito importante na ciranda financeira da cocaína, os agiotas de traficantes. Jogando um jogo perigoso, eles são verdadeiros bancos e emprestam milhões aos "empresários das drogas", ganhando uma média de 50% no motante. Tudo movimentado em espécie e estruturados numa ética que se paga com a morte. Os agiotas, "banqueiros" dos "empresários das drogas" estão cada vez mais ricos em Coari.


Na terra do gás e do petróleo tanto os "banqueiros", como os "empresários" transitam livremente nos mais diversos meios sociais e nesse ano eleitoral, que está se construíndo como uma das eleições mais caras da história do município, vão fazer uma grande diferença; quem sabe a "diferença" nas eleições. Dinheiro é com eles, o bem maior dos candidatos para comprarem os votos, comprarem mandatos!

A sociedade capitalista/consumista nos faz consumidores até das drogas, visto que, só o consumo material não satisfaz ao ser humano, o que nos resta é recorrer as drogas como forma de preencher o buraco existencial deixado pelo exagero de consumir, consumir e consumir sempre.


Em geral nos comportamos e movemos dentro desse mundo com conivência; indiferênça covarde, numa atitude de defesa e deixa pra lá, com medo da violência; até que esse mundo bata a nossa porta. Do outro lado são os projetos paliativos e o silêncio gritante das instituições, principalmente das Igrejas!



segunda-feira, 16 de abril de 2012

Coari Indígena


Em 2006 participei em Coari de um lindo momento em nome dos povos indígenas. Se não me falha a memória a temática geral girava em torno da "identidade indígena" (o tempo e a distância do evento, não me deixam ter muita certeza do tema). O que mais lembro era do tamanho da ignorância dos alunos do "Bereano" em relação ao mundo dos indígenas. Mal sabiam que existia em Coari uma "Associações de Povos Indígenas"; a fala do então presidente da associação foi uma surpresa para todos!

A região de Coari, antes do processo "colonizador" europeu era conhecida como "Província de Machiparo" e habitada por uma multidão até agora sem certeza de números absolutos. O certo que os primeiros colonizadores constaram na região uma sociedade organizada, e ficaram maravilhados com suas estruturas que garantiam boa qualidade de vida a todos; além de parecerem estarem sempre preparados para guerras de grandes proporções.

Nos últimos 500 anos as incontáveis etnias que formavam a "Província de Machiparo" sofreram diversos tipos de ataques e as perdas foram irrecuparáves. Além de tirarem suas terras, tentaram também tirar a alma. Perderam seus patrimônios, tanto material, como imaterial.


Nesses últimos anos, quando tudo parecia destruído, os índios da "Província de Machiparo" estão fazendo sua Páscoa e ressurgindo e construíndo novos caminhos. O resultado dessa nova caminhada está dando frutos, são muitos os que, quebrando preconceito e se superando, estão tentando se reconhecer como indígenas e re-encontrando suas etnias e seguindo os rastros de sangue em suas veias.

Claro, que ressuscitar implicar fazer caminhos contra muitos e em Coari não está sendo diferente. A organização dos povos indígenas da terra do gás e do petróleo está tentando seguir reconhecer seus valores, superar seus desafios e encontrar seu lugar dentro da assim chamada "sociedade". Os resultados, sei que são muitos. Um bonito re-encontro com nossas mais profundas raízes está sendo feito no silêncio e na luta!


Um pacto social por Coari



Coari é o município mais rico no interior do estado do Amazonas. Pelo tamanho de sua riqueza deveria ostentar os melhores índices de qualidade de vida: Educação, Saúde, Saneamento Básico, Emprego/renda da região norte do país. Porém, a realidade é outra; a pobreza e a miséria, escandâlos de corrupção são as marcas registradas da terra do gás e do petróleo.

Até agora, desde que o município começou a ter entradas milionárias mensalmente, seus administradores não conseguem administrar investindo as riquezas para melhorar a qualidade de vida, e pior ainda, não sabemos o que de fato é feito com os milhões do município. E sem prestação de contas públicas, convincente e transparente, dificilmente iremos ter uma administração que não caia na tentação de administrar para si, seus grupos e familiares.

O modo que estão sendo construídas as campanhas dos candidatos ao trono do Palácio 02 de Agosto é o velho método da compra e venda de votos. As parcerias e os acordos com as sempre mesmas pessoas e instituições para vencer as eleições nesse ano são caminhos falidos para a democracia. Esse método deixa o município com diversos tipos de dívidas e amarra quem vence com compromissos que os levará a não governar em função do município e sim para as pessoas, grupos e instituições que o levaram ao poder.

Só um "Pacto Social" entre os poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e a população poderíamos construir outras formas de administrar nossa riqueza e tirar Coari da miséria e do fundo do mundo da corrupção, melhorando a qualidade de vida; investindo a riqueza no município, poderá mudar o quadro de miséria e corrupção.

Esse "Pacto Social" só funciona se cada um se comprometer fazer sua parte com responsabilidade, principalmente o 'Legislativo' de "Acompanhar" e "Cobrar" as ações do 'Executivo' e o povo participando ir além do 'Legislativo' de "Acompanhar" e "Cobrar", fazendo pressão sobre o 'Legislativo e o Judiciário' a fazerem o deve ser feito.

Impossível? Difícil? Com certeza que sim. Uma luta entre Davi contra Golias, numa terra onde queremos ganhar e ganhar, quanto mais, melhor e o município que se dane. É sonhar um sonho impossível. Porém, se não fizermos outros caminhos, jamais Coari vai deixar de ser um município rico com um povo empobrecido. Só depende de nós!