Caçada aos votos
O charguista do A Crítica foi dez nesta charge, onde mostra os candidatos a prefeito de Manaus buscando ganhar os eleitores.
Vivemos num tempo onde as campanhas eleitorais não são feitos só no seu devido tempo, mas de forma permanente. Principalmente por candidatos que estão exercendo algum cargo que lhe veio através dos votos.
Logo que se é eleito, o primeiro passo para construir sua futura candidatura é pagar os agiotas, sem eles não haverá a próxima vitória. Depois pagar os puxas mais próximos, com dinheiro ou presentes. Os presentes aqui compreendidos são secretarias, se o candidato é para cargo majoritário, caso contrário, o primeiro cargo destribuído é a chefia do gabinete e assim vai, até os presentes menores.
Feito esses, é hora de continuar fazendo campanha eleitoral. Pagar contas de água, luz, telefones, uma viagem, comprar remédios, dar uma telha, uma dúzia de tábuas, pregos, uma televisão, uma geladeira, um celular, uma motocicleta, entre outras coisas.
Não podemos esquecer daqueles e daquelas que ficam ganhando seus salários sem trabalhar, os tais funcionários fantamas e ainda os que estão na capital, e são mantidos pelo interior.
Só essas ações não são ainda suficientes, o eleitor de hoje, tão corrupto quanto nossos representantes, é sedento de uma jogo fácil de ser quebrado e que poucos sabem manipular e deste jogo vivem.
Na terra do gás e do petróleo são muitas ações, lembro além das já citadas acima, que são importantissímas, uma outra, a de transportar as pessoas a destinos pelos seus caciques determinados. É comum ver barcos, lanchas e rabetas carregadas de pessoas, "futuros" eleitores, cortando as águas dos nossos lagos e rios aos seus devidos lugares. Prática também cada dia mais forte na cidade, porém aqui se dar em caminhões particulares de médio porte, propriedade de possíveis candidatos. Na maioria das vezes o destino principal dos ocupantes desses transportes são igrejas!

2 comentários:
Esse texto é o retrato fiel do que acontece no Brasil de norte a sul.
Bom final de semana
Sempre ao contrátio...
São Paulo, domingo, 04 de novembro de 2007
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ANTÔNIO ERMÍRIO DE MORAES
Papel de bons professores
HÁ CERCA de dois meses, defendi, nesta coluna, que a melhoria do nosso ensino dependia muito de um aperfeiçoamento dos professores e da gestão das escolas. O tema é controverso, porque muitos colocam toda a carga no aumento dos investimentos e da remuneração dos professores.
Não desprezo essa providência, pois o Brasil precisa melhorar muito nesses campos. A remuneração é baixa para a maioria dos brasileiros. Cerca de dois terços recebem até três salários mínimos por mês, o que é muito pouco para manter uma família.
Voltemos à questão do ensino. A consultoria McKinsey realizou extensa pesquisa para saber o que determina o sucesso de alguns países que têm padrões altíssimos nesse campo. Um resumo da pesquisa foi publicado no texto "O que funciona na educação" (Folha, 28/10).
Para os céticos a respeito do papel da qualidade dos professores e da gestão, lamento dizer que os fatos não estão a seu favor. Ao examinar a situação de vários países, aquela consultoria concluiu que o montante de recursos destinado à educação não é o fator principal.
O que pesa mesmo são professores bem preparados e altamente comprometidos com a educação das crianças, ao lado dos diretores das escolas. Quando os alunos não vão bem, diretores e professores fazem uma intervenção imediata, com aulas de reforços ministradas pelos melhores professores.
As provas apresentadas são inquestionáveis. Alunos de capacitação média, quando ensinados pelos professores que estão entre os 20% mais competentes, terminam entre os 10% de estudantes de melhor desempenho. Quando são ensinados pelos professores que estão entre os 20% mais fracos, os alunos terminam entre os 10% de pior desempenho.
Os países que têm mais sucesso ensinam os professores continuamente. Em todos os países de sucesso, os professores têm um dia livre para se aperfeiçoar e para visitar colegas de outras escolas, com quem discutem métodos de ensino e planejam juntos. Máxima atenção é dada ao processo de avaliação de alunos e de professores.
E tudo é minuciosamente sincronizado pelos diretores, que atuam como verdadeiros maestros para selecionar os melhores mestres, ensiná-los o tempo todo, levar adiante as melhores práticas e acudir os alunos mais necessitados.
Países como a Finlândia têm um grande número de professores para atender os retardatários. Cingapura dá aulas extraordinárias a 20% dos alunos. O mesmo ocorre na Coréia do Sul e Nova Zelândia. Esses países investem em educação muito menos que nações ricas que estão em pior situação. É um assunto para pensar. Ou seja, trabalho bem feito conta -e muito.
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