quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Nossa educação
Muito se tem falado da Educação coariense, vivemos o momento onde temos boas escolas. Se a educação dependesse somente das estruturas físicas, íamos bem. Pois é aqui que mora o nó do gargalo. Como é possível entender que um município multi-milionário com um orçamento de 168 milhões por ano, tem uma educação igual a outros municípios que manejam orçamentos de míseros 10 milhões por ano.
Quem sabe, dependendo de como vamos tocar o barco das letras e dos números podemos fazer a diferença. Reconhecer que estamos praticamente em último lugar e queremos nos mover para frente será a chave que pode abrir a porta do saber.
Os pais, os alunos e os professores precisam ser motivados. Todos querem uma educação que dê esperança, principalmente aos jovens. Eles, mais que todos precisam dessa espeança, visto que, a idade pede casa e família. Não é fácil saber que mesmo tendo terminado o ensino médio ou uma faculdade o destino é a sela de uma motocicleta ou a porta dos órgãos públicos a mendigar um espaço já tão abarrotado que é um "emprego" no município.
Vivemos o tempo do CEFET, ali está a elite da educação coariense. Elite não porque lá estão os que são donos do capital, mas porque são os mais preparados, que ainda vão ficar mais preparados ainda, serão imbatíveis em qualquer vestibular ou concurso.
O CEFET é desse modo porque não está ligado a nenhuma estrutura municipal ou estadual, caso contrário, ò coitado. É um modelo para as outras escolas do município que infelizmente por serem controladas por politicagem jamais sairão do marasmo que se encontram.
Temos dinheiro suficiente para ser o município de referencia educacional para todo o país. Dar liberdade e condições de trabalho aos profissionias da educação. Quero lembrar aqui que o crescimento educacional de um município não depende somente de investimento econômico. Além de um projeto pedagógico bem motivado é preciso saber envolver alunos, pais e mestes, melhor dizendo, envolver a todos. Estamos longe de chegarmos lá. Primeiro porque ninguém pode ter uma visão diferente da estabelecida e esta vai de mal a pior. Segundo porque falta visão para ouvir os outros e deles perceber novos caminhos.
Estamos esperando pelo resultado do Enem 2007 para ver onde estamos na educação do Brasil. Espero que tenhamos melhorado, passando do segundo para o terceiro lugar, de trás para frente!

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