quinta-feira, 12 de junho de 2008

Blogesfera coariense
A blogesfera coariense esses dias ocupou as páginas dos jornais e foi link para muitas páginas na internet. Até agora foi a maior visibilidade que tivemos. Isso aconteceu devido a cobertura ou o silêncio que fizemos da Operação Voraz.
O melhor era não ser reconhecido por este aconecimento e sim pelo modo que fomos constríndo nossos blogs nesses últimos tempos. Tudo começou de modo tímido, lento. Do momento primeiro, o do aprendizado, a mexer com essa ferramenta e a opção que cada um foi tomando de formatar a estrutura do blog e das idéias. Por fim a conquista de leitores, de frenquentadores dos nossos sítios.
O mais difícil é o conteúdo, nem sempre Coari esteve na mídia, as vezes uma notícia sobre a terra do gás e do petróleo é abafada pelos outros meios de comunicação e assim por diante. Era preciso escavar na pedra, como quem procura ouro, qualquer pedaço da cidade para ser interessante ao blog.
Tivemos dias de deserto, de páginas fixas, tão paradas como postes. Houve dias em que a inspiração estava para outras coisas, menos para blogar. Os acessos eram escassos, mais insistimos.
Utilizando a internet e os blog como ferramenta de leitura de Coari, uma outra leitura, partindo de outros olhares, queremos fazer um espaço democrático, onde todos podem colocar suas idéias. Nem sempre conseguido, até porque, apesar de tudo, o medo ainda tem sido nosso companheiro nessa estrada; não foi por nada que o Louro deixou o barco ou melhor, de navegar.
A internet está para todos, o blog uma ferramenta pública e de partilha, saber expressar pensando em somar, em mostrar com argumentação que convença, mostrando o lado diferentes é o nosso desafio.
Vamos tentar seguir em frente. Agora depois dessa Operação Vorax nosso blogesfera nunca mais será a mesma!

Um comentário:

Anônimo disse...

Profecia ou realidade?
Não sei, só sei que em 2004 o senhor já denunciava. Lembra?

Sexta-feira, Agosto 06, 2004
Prostituição infantil

A cidade de Coari nesses últimos anos tem carregado o estigma da prostituição infantil, garotas de 12, 13 anos por uma ou outra situação vendem seu corpo para sobreviver. Estão saindo da idade infantil e entrando na adolescência, fase bem delicada da vida humana, de formação, seja da personalidade como do modo físico de ser.São meninas que estão em fase de mudança, infelizmente a estrutura onde vivem não apresenta outro modo de viverem melhores. Bonitas como toda mulher coariense, terão sua beleza desfrutada ainda verde, fora do tempo, aliás, antes do tempo e por isso não alcançarão sua beleza plena.
Podemos observar duas coisas, primeiro pessoas que incentivam esse tipo de vida se aproveitam de uma estrutura frágil e a segunda é a condição de vidas dessas meninas, situação de extrema pobreza, com dificuldade de morar, de comer, de saúde, de higiene, de educação, de se divertir e outras... não tenho aqui a intenção de fazer nenhuma análise social, nem tenho condições e informações para isso, e também já existem excelentes análises sobre esse tema, publicado por aí. Só quero deixar registrada aqui uma problemática social gritante em Coari.
O peixe (Peixes de Midas) é duas, três, quatro ou cinco vezes mais caro do que essas princesinhas!
Um povo que não cuida das suas crianças, não está cuidando do seu futuro. Um povo que não cuida das suas crianças, está roubando-lhe a esperança e os sonhos.