"Ninguém se iluda. O episódio de Coari não se resume a Adail Pinheiro e a essa gente que surge nas gravações da Polícia Federal. Se as investigações prosseguirem, os fatos demonstrarão que Eduardo Braga é o chefe de Adail Pinheiro. "
Senador Arthur Virgilio Neto.
"Os cidadãos decentes do Amazonas precisam reagir. Ou seremos cúmplices, por omissão, da podridão que vai corroendo as Instituições e os poderes. O sr. Eduardo Braga e seu cleptogoverno rebaixam a nossa dignidade de povo e propõem o reinado do cinismo, da desfaçatez, da falta de ética.
Não temos governador. Há um fenício fazendo do cargo que ocupa verdadeira gazua. A autoridade pereceu. Não projeta o Amazonas deste século XXI, mas a Chicago dos anos 30.
Ninguém se iluda. O episódio de Coari não se resume a Adail Pinheiro e a essa gente que surge nas gravações da Polícia Federal. Se as investigações prosseguirem, os fatos demonstrarão que Eduardo Braga é o chefe de Adail Pinheiro. E isso explica a tentativa - vã, inútil, infrutífera de impedir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembléia Legislativa.
Adail, sozinho, não teria força para levar deputados da base de apoio a Braga a se negarem a assinar o pedido de CPI. Não teria peso para obrigar dois parlamentares a retirar seus nomes da lista dos que pretendem o esclarecimento dos detalhes escandalosos.
A licenciosidade de Braga é (mau) exemplo para os jovens, para a sociedade como um todo, para certos prefeitos. Ora, se o 'chefe' de-inqüe impunemente, por que os 'chefiados deveriam respeitar a coisa pública?
O destampatório de Coari resume a situação nojenta que estão impondo ao nosso povo trabalhador e decente: corrupção em todos os escalões, em todos os poderes; promiscuidade que vai do convívio com grileiros estrangeiros de terras à prostituição de meninas, com o detalhe perverso de que as remunera com o dinheiro furtado aos país e as marcam com o ferrete da desesperança, do ceticismo e da dor mais profunda. Há advogados, circunstantes, empreiteiros, políticos de diversos tamanhos envolvidos no "show room" de Coari. Há magistrados sob suspeição.
O DESEMBARGADOR FRANCISCO AUZIER, QUE ACABA DE SER ELEITO PARA PRESIDIR O TRIBUNAL DE JUSTIÇA, PRECISA EXPLICAR-SE AOS CIDADÃOS. NÃO ACEITAREI QUE ELE SUBSTITUA O HONRADO HOSANAH FLORÊNCIO SE NÃO FICAR BEM CLARA SUA NÃO-PARTICIPAÇÃO, DIRETA OU INDIRETA, NOS DELITOS. SE DÚVIDAS REMANESCEREM ELE SERÁ LEVADO A RENUNCIAR, PORQUE JÁ CHEGA DE TANTO DESRESPEITO AO AMAZONAS. A HORA DO BASTA É AGORA!
Eduardo Braga e a corrupção convivem há muito tempo. Denunciei suas negociatas dos tempos de prefeito da Manaus que lhe foi parar às mãos, vice de Amazonino que era, quando este retornou ao governo do Estado em 1994. Montou empresas "laranjas" para saquear a cidade, com métodos que depois "aperfeiçoou" para pilhar o Estado.
A revista “Isto É” em seu número 1513, edição de 30 de setembro de 1998, exibe a então vereadora Va-nessa Graziottin, do PC do B, indo à garagem da 'empresa' Equipe Construção e Planejamento de Engenharia e ouvindo de funcionários em greve que ali se tratava de propriedade de familiares de Braga.
A mesma vereadora descobriu, a seguir, que a Equipe surgia, na Secretaria Municipal de Obras como a maior prestadora de serviços daquele período. E confirmou o que eu já havia publicado em jornal desta cidade, ou seja, que havia mais quatro 'empresas' privilegiadas por Braga: Decisão construções e Comércio, Troiman Terraplanagem, I.F Construção Civil e Locbrás Construtora. Todas sem tradição no Estado. Todas inventadas. Todas de capital social ínfimo para merecer contratos no valor total de R$ 60 milhões, equivalentes hoje a mais de R$ 200 milhões. Todas 'laranjas' de Eduardo Braga.
Pois bem, a casa está caindo. O sr. Fernando Mesquita da 'empresa' Decisão, foi condenado pela juíza federal Jaiza Fraxe a dois anos e oito meses de reclusão. Mesquita, certa vez aturdido com o mundo que desmoronava sob sua cabeça, abandonado por Braga que lhe chupou o suco e o jogou fora tomo se faz com os bagaços, por pouco não agrediu o já governador no próprio gabinete oficial. Foi impedido por duas pessoas, que o retiraram da sala, porém não o impediram de proferir os impropérios que seu coração ordenava.
O outro sócio da Decisão sr. José Eudes perdeu tudo, pessoal e familiarmente. Angústias, decepções, condenação a 11 anos de reclusão. A infelicidade invadiu sua vida, enquanto Eduardo Braga se refestelava nos hotéis de R$ 20 mil a diária, nos vinhos de R$ 5 mil a garrafa, nos jatos e helicópteros comprados por 'neolaranjas' e que estão sendo pagos cinicamente com dinheiro público.
Está chegando a vez de Fernando Palheta e Francisco de Oliveira Filho. Aconselho Alexandre Magno, testa-de-ferro da Pampulha (obras fantasmas do Alto Solimões), a entregar tudo que sabe, para não sofrer destino idêntico.
Os prepostos do passado recente começam a ser punidos. 'Malas pretas' da atualidade cairão também. E o mandante não terá lugar no Amazonas limpo que saberemos construir. É injusto laranja' impune. Mais injusto ainda, 'laranjas' e mandante flanando pelas ruas. Igualmente inócuo: laranjas' apenados e mandante solto. Lavando dinheiro em fazenda de gado no Acre, destruindo a floresta, comprando consciências, assassinando o decoro, decepando a esperança.
Aviso aos navegantes: não vale a pena ser bagaço de Eduardo Braga, ou de quem quer que seja. Não vale a pena roubar dinheiro público. Neste Brasil onde só ladrão de sabonete em mercadinho amargava a perda da liberdade, começa a raiar um tempo de mais justiça, com espaço também para punição dos grandes, dos maiorais, dos chefetes da criminalidade pública organizada.
O governador não sai de casa. No máximo, vai até o'paladnho', a poucos metros da 'Babilônia'. Raramente comparece à sede do governo, cujo o gabinete principal está sendo nababescamente ampliado por R $5 milhões.
Tem crises de depressão, e, freqüentemente, 'estomacais', daquelas que imobilizam os banheiros por horas. Fica intratável. Já começa, aliás, a ser punido. Na solidão antecipada. No ódio que o consome. No medo que lhe destrói o sistema nervoso. Na necessidade compulsória de bajular, porque teme a Polícia Federal, o STF, o STJ, o Congresso Nacional, os juizes independentes. Deve estar avaliando que jogou fora uma perspectiva política, vendendo a alma, a juventude e os sonhos a esse ídolo de barro que é o dinheiro, ao bezerro de ouro, à ambição desatinada, à ganância despudorada.
Chego a ter pena de uma figura assim. Do ser humano que se perdeu, que se apequenou, que se corrompeu.
Mais pena, entretanto, tenho dos amazonenses que são esbulhados nas obras fantasmas, na farra aérea, na fraude das licitações, no fausto de xeque árabe às custas de um povo miserável traído, abandonado. A corrupção não é feia apenas porque fere uma ética, que seria etéria e sem sentido, se não gerasse os criminosos produzidos pela miséria, se não produzisse as prostitutas escravizadas pelos que assaltaram seus pais, suas mães, seus empregos, suas escolas, seus hospitais... suas vidas!
O Amazonas está em uma encruzilhada. Uma das vias é derretermos nas mãos dos corruptos que alimentam os cafetões 'mega models', e a outra, é retomarmos o prumo, restabelecendo a crença no poder a legitimidade da justiça.
DESEMBARGADOR FRANCISCO AUZIER, EXPLIQUE-SE, CONVENÇA OU SAIA. SEU COMEÇO NÃO É DIGNO DO TRIBUNAL QUE MEU AVÔ PRESIDIU.
Deputados estaduais, cumpram com o dever que lhes destinou a Democracia. As CPIs de Coari e das obras fantasmas do Solimões precisam ser instaladas ou a Assembléia estará fechada moralmente.
Governador Eduardo Braga enfrente os fatos, rompa o silêncio ou renuncie o mandato que não está sabendo honrar. Não permitiremos que prossiga o abastardamento da cidadania, as nuvens sobre o futuro, a desmoralização das famílias, o retrocesso civilizatório. Basta!"
Um comentário:
'EDUARDO É O CHEFE DE ADAIL'
"Ninguém se iluda. O episódio de Coari não se resume a Adail Pinheiro e a essa gente que surge nas gravações da Polícia Federal. Se as investigações prosseguirem, os fatos demonstrarão que Eduardo Braga é o chefe de Adail Pinheiro. "
Senador Arthur Virgilio Neto.
"Os cidadãos decentes do Amazonas precisam reagir. Ou seremos cúmplices, por omissão, da podridão que vai corroendo as Instituições e os poderes. O sr. Eduardo Braga e seu cleptogoverno rebaixam a nossa dignidade de povo e propõem o reinado do cinismo, da desfaçatez, da falta de ética.
Não temos governador. Há um fenício fazendo do cargo que ocupa verdadeira gazua. A autoridade pereceu. Não projeta o Amazonas deste século XXI, mas a Chicago dos anos 30.
Ninguém se iluda. O episódio de Coari não se resume a Adail Pinheiro e a essa gente que surge nas gravações da Polícia Federal. Se as investigações prosseguirem, os fatos demonstrarão que Eduardo Braga é o chefe de Adail Pinheiro. E isso explica a tentativa - vã, inútil, infrutífera de impedir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembléia Legislativa.
Adail, sozinho, não teria força para levar deputados da base de apoio a Braga a se negarem a assinar o pedido de CPI. Não teria peso para obrigar dois parlamentares a retirar seus nomes da lista dos que pretendem o esclarecimento dos detalhes escandalosos.
A licenciosidade de Braga é (mau) exemplo para os jovens, para a sociedade como um todo, para certos prefeitos. Ora, se o 'chefe' de-inqüe impunemente, por que os 'chefiados deveriam respeitar a coisa pública?
O destampatório de Coari resume a situação nojenta que estão impondo ao nosso povo trabalhador e decente: corrupção em todos os escalões, em todos os poderes; promiscuidade que vai do convívio com grileiros estrangeiros de terras à prostituição de meninas, com o detalhe perverso de que as remunera com o dinheiro furtado aos país e as marcam com o ferrete da desesperança, do ceticismo e da dor mais profunda. Há advogados, circunstantes, empreiteiros, políticos de diversos tamanhos envolvidos no "show room" de Coari.
Há magistrados sob suspeição.
O DESEMBARGADOR FRANCISCO AUZIER,
QUE ACABA DE SER ELEITO PARA PRESIDIR
O TRIBUNAL DE JUSTIÇA, PRECISA EXPLICAR-SE
AOS CIDADÃOS. NÃO ACEITAREI QUE ELE SUBSTITUA
O HONRADO HOSANAH FLORÊNCIO SE NÃO FICAR
BEM CLARA SUA NÃO-PARTICIPAÇÃO, DIRETA
OU INDIRETA, NOS DELITOS. SE DÚVIDAS
REMANESCEREM ELE SERÁ LEVADO
A RENUNCIAR, PORQUE JÁ CHEGA DE
TANTO DESRESPEITO AO AMAZONAS.
A HORA DO BASTA É AGORA!
Eduardo Braga e a corrupção convivem há muito tempo. Denunciei suas negociatas dos tempos de prefeito da Manaus que lhe foi parar às mãos, vice de Amazonino que era, quando este retornou ao governo do Estado em 1994. Montou empresas "laranjas" para saquear a cidade, com métodos que depois "aperfeiçoou" para pilhar o Estado.
A revista “Isto É” em seu número 1513, edição de 30 de setembro de 1998, exibe a então vereadora Va-nessa Graziottin, do PC do B, indo à garagem da 'empresa' Equipe Construção e Planejamento de Engenharia e ouvindo de funcionários em greve que ali se tratava de propriedade de familiares de Braga.
A mesma vereadora descobriu, a seguir, que a Equipe surgia, na Secretaria Municipal de Obras como a maior prestadora de serviços daquele período. E confirmou o que eu já havia publicado em jornal desta cidade, ou seja, que havia mais quatro 'empresas' privilegiadas por Braga: Decisão construções e Comércio, Troiman Terraplanagem, I.F Construção Civil e Locbrás Construtora. Todas sem tradição no Estado. Todas inventadas. Todas de capital social ínfimo para merecer contratos no valor total de R$ 60 milhões, equivalentes hoje a mais de R$ 200 milhões. Todas 'laranjas' de Eduardo Braga.
Pois bem, a casa está caindo. O sr. Fernando Mesquita da 'empresa' Decisão, foi condenado pela juíza federal Jaiza Fraxe a dois anos e oito meses de reclusão. Mesquita, certa vez aturdido com o mundo que desmoronava sob sua cabeça, abandonado por Braga que lhe chupou o suco e o jogou fora tomo se faz com os bagaços, por pouco não agrediu o já governador no próprio gabinete oficial. Foi impedido por duas pessoas, que o retiraram da sala, porém não o impediram de proferir os impropérios que seu coração ordenava.
O outro sócio da Decisão sr. José Eudes perdeu tudo, pessoal e familiarmente. Angústias, decepções, condenação a 11 anos de reclusão. A infelicidade invadiu sua vida, enquanto Eduardo Braga se refestelava nos hotéis de R$ 20 mil a diária, nos vinhos de R$ 5 mil a garrafa, nos jatos e helicópteros comprados por 'neolaranjas' e que estão sendo pagos cinicamente com dinheiro público.
Está chegando a vez de Fernando Palheta e Francisco de Oliveira Filho. Aconselho Alexandre Magno, testa-de-ferro da Pampulha (obras fantasmas do Alto Solimões), a entregar tudo que sabe, para não sofrer destino idêntico.
Os prepostos do passado recente começam a ser punidos. 'Malas pretas' da atualidade cairão também. E o mandante não terá lugar no Amazonas limpo que saberemos construir. É injusto laranja' impune. Mais injusto ainda, 'laranjas' e mandante flanando pelas ruas. Igualmente inócuo: laranjas' apenados e mandante solto. Lavando dinheiro em fazenda de gado no Acre, destruindo a floresta, comprando consciências, assassinando o decoro, decepando a esperança.
Aviso aos navegantes: não vale a pena ser bagaço de Eduardo Braga, ou de quem quer que seja. Não vale a pena roubar dinheiro público. Neste Brasil onde só ladrão de sabonete em mercadinho amargava a perda da liberdade, começa a raiar um tempo de mais justiça, com espaço também para punição dos grandes, dos maiorais, dos chefetes da criminalidade pública organizada.
O governador não sai de casa. No máximo, vai até o'paladnho', a poucos metros da 'Babilônia'. Raramente comparece à sede do governo, cujo o gabinete principal está sendo nababescamente ampliado por R $5 milhões.
Tem crises de depressão, e, freqüentemente, 'estomacais', daquelas que imobilizam os banheiros por horas. Fica intratável. Já começa, aliás, a ser punido. Na solidão antecipada. No ódio que o consome. No medo que lhe destrói o sistema nervoso. Na necessidade compulsória de bajular, porque teme a Polícia Federal, o STF, o STJ, o Congresso Nacional, os juizes independentes. Deve estar avaliando que jogou fora uma perspectiva política, vendendo a alma, a juventude e os sonhos a esse ídolo de barro que é o dinheiro, ao bezerro de ouro, à ambição desatinada, à ganância despudorada.
Chego a ter pena de uma figura assim. Do ser humano que se perdeu, que se apequenou, que se corrompeu.
Mais pena, entretanto, tenho dos amazonenses que são esbulhados nas obras fantasmas, na farra aérea, na fraude das licitações, no fausto de xeque árabe às custas de um povo miserável traído, abandonado. A corrupção não é feia apenas porque fere uma ética, que seria etéria e sem sentido, se não gerasse os criminosos produzidos pela miséria, se não produzisse as prostitutas escravizadas pelos que assaltaram seus pais, suas mães, seus empregos, suas escolas, seus hospitais... suas vidas!
O Amazonas está em uma encruzilhada. Uma das vias é derretermos nas mãos dos corruptos que alimentam os cafetões 'mega models', e a outra, é retomarmos o prumo, restabelecendo a crença no poder a legitimidade da justiça.
DESEMBARGADOR
FRANCISCO AUZIER, EXPLIQUE-SE,
CONVENÇA OU SAIA. SEU COMEÇO
NÃO É DIGNO DO TRIBUNAL
QUE MEU AVÔ PRESIDIU.
Deputados estaduais, cumpram com o dever que lhes destinou a Democracia. As CPIs de Coari e das obras fantasmas do Solimões precisam ser instaladas ou a Assembléia estará fechada moralmente.
Governador Eduardo Braga enfrente os fatos, rompa o silêncio ou renuncie o mandato que não está sabendo honrar. Não permitiremos que prossiga o abastardamento da cidadania, as nuvens sobre o futuro, a desmoralização das famílias, o retrocesso civilizatório.
Basta!"
Senador Arthur Virgilio Neto.
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