quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Apagão da educação na terra do gás e do petróleo


Os comentários no post sobre a educação rural mostraram o quanto temos que melhorar a estrutura educacional na terra do gás e do petróleo, e não só na área do interior do município, mais também na cidade.

Somos o retrato da péssima educação do Brasil, não somos exceção ou anormalidade, sim, o que é e como estar o nosso país. Pelos "exames'' medidores desse ou daquele índice estamos pior do que deveríamos estar. Nesses últimos dez anos não conseguimos uma posição entre os trinta primeiros colocados dentro do Estado do Amazonas e ficando atrás de municípios donos de uma economia anual menor que a nossa mensal.

Seguindo a queixa nacional encontramos todos os defeitos dos demais municípios brasileiros, desinteresse da parte dos alunos, relaxamento dos pais, salários baixos para os professores, a lista aqui poderia ser grande. Sempre haverá uma ou outra desculpa, encontrada de norte a sul, do Oiapoque ao Chuí.

Mais é preciso lembrar que há muitíssimos municípios e escolas mais ainda, que pelo país estão buscando fazer a diferença; tentando fazer a diferença e pasmem em muitos os salários dos professores são bem inferiores do que os nossos.

Num dos comentários alguém dizia: "não adianta colocar culpa no prefeito ele não vai na sala de aula", de fato, concordo em gênero e número e dizia mais: "alunos desinteressados, professores que fingem dar aulas". A questão é mais que isso.

Se faz urgente e necessário um projeto municipal de educação que invista pesado, envolvendo diversas secretarias e a comunidade, todo o município para fazer o novo. E isso leva tempo para os resultados aparecerem e até agora não se vê luz no fim do túnel.

Enquanto isso não acontece vamos vivendo na escuridão do semi-analfabeto, do analfabetismo e do analfabeto funcional; os que sabem lê, mais não entendem o que o texto quer dizer. Estamos andando na escuridão tateando com uma longa distância do interruptor para ligar a luz e clarear!

Um comentário:

Professor ALVES de Coari/AM disse...

Para Lembrar Padre Zezinho:

No século XXI, em quase nove anos, para ser mais preciso de 1º de janeiro de 2001 até 16 de outubro de 2009, os cofres da Prefeitura Municipal de Coari/AM recebeu mais de R$ 1.000.000.000,00 (um bilhão de reais).

Dentro da Lei Padre Zezinho, fora aplicação das verbas estadual e federal, a Prefeitura de Coari/AM aplicou 25% (Vinte e Cinco Por Cento), num montante de mais de R$ 250.000.000,00 (duzentos e cinquenta milhões de reais) em quase nove anos (1º de janeiro de 2001 a 16 de outubro de 2009).

E no texto diz:

"Num dos comentários alguém dizia: "não adianta colocar culpa no prefeito ele não vai na sala de aula", de fato, concordo em gênero e número e dizia mais: "alunos desinteressados, professores que fingem dar aulas". A questão é mais que isso.".

Então Padre Zezinho não podemos também culpar pela pessíma educação a falta de dinheiro. E para sugestinar o debate, a culpa é de todos nós que oramos e vigiamos de olhos fechados.

Um abraço fraterno.