terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Lições
 

O Modelo de desenvolvimento da Zona Franca, completando hoje 45 anos tem muito a nos ensinar. As comemorações são muitas, as inquietações mais ainda. Durante esse tempo de sua existência mexeu com todos os estados da região Norte e com muita gente do nordeste que viram em Manaus e suas fábricas, a esperança de começar uma vida nova.

Manaus deu um salto, de uma simples cidade no meio da selva, passou a ser uma metrópole com todos os desafios que isso implica. O povo foi chegando, querendo um emprego na japonesa Sony ou na Honda, não tinha casa e nem qualificação. Invadiu e construiu. Muitos entraram nas fábricas, outros permaneceram de qualquer jeito e em qualquer lugar.

Encalhado num sistema de redução de impostos, o modelo não avançou e hoje sobrevive com poucas mudanças, que são de fato, significativas em sua existência. Mesmo movimentando somas astronômicas a cada ano, o grosso do dinheiro não entra nos cofres nacionais, visto que, a grande maioria das empresas instaladas em Manaus são de capitais internacionais e mesmo arrecadando grandes somas, os impostos maiores são federais, e o pouco, que é muito, o grupo que domina nossa região nesses quase quarenta anos, sabe muito bem o que fazer.

A lição maior desses 45 anos que nos dar a Zona Franca é que ainda não conseguimos, como região, uma das mais rica do mundo, seguir o nosso próprio caminho. Os analistas, principalmente Artur Neto, batem na tecla de que ou seguimos um caminho próprio ou vamos está sempre na eterna depedência dos outros e com a impressão de que não saimos da primeira marcha.

O tempo nos marca com a sabedoria das experiências vividas. Já vivemos o grande tempo de muitas riquezas da borracha, ela passou e nos deixou na miséria. A Zona Franca se não muda, pode passar e nos deixar de novo com o pires nas mãos, pedinte dos projetos federais.

Grande lição a Zona Franca nos seus 45 anos pode dar a Coari que atualmente é milionária com o dinheiro do gás e do petróleo; que ninguém sabe para onde vai; ou faz os deveres de casa, de investir na educação e na geração de emprego e renda, para quando os poços secarem a população não estar numa situação de miséria maior ainda, ou será vítima de si mesmo, dos seus péssimos administradores!


Um comentário:

Anônimo disse...

O que falta no Amazonas, em especial Coari é os governantes incentivarem e investirem no desenvolvimento do setor primário. É preciso investir na agricultura e psicultura, só que para isso crescer os pequenos agricultores precisam de assistencia técnica. Se faz necessário que o ribeirinho como costumamos definir quem mora na zona rural se sinta valorizado, com apoio, principalmente na área da educação e saúde. Coari com toda certeza tem condições de fazer esse trabalho, basta que os prefeitos parem de roubar os milhões que entram nos cofres do Palacio 02 de agosto e procurem trabalhar em prol da população coariense, já que a exploração de gás e petroleo tem tempo determinado...