Essa é uma das frutas que está no DNA da minha infância
coariense. Fazia muito tempo, mas, muito tempo mesmo que não encontrava
uma dessas e encontrá-la levou-me por uma viagem no tempo; a tempos idos, daqueles que a melhor frase para descrevê-lo é: "velhos tempos, belos dias".
Hoje andando pelo mundo das estradas d'água e de matos me
deparei com uma árvore da fruta na beira do caminho
de uma Vila no Paranã do Iauara no município de Beruri, centro do estado do Amazonas... estava
carregada e lá fui eu atrapalhar e atrasar a equipe. Armado de um pedaço de árvore seca, fui jogando árvore acima, numa mira sem rumo, acertando mais na imensidão de folhas que nas frutas espalhadas em seus galhos. Com o braço cansado, quase saia de mãos abanando, caso não fosse o socorro dos amigos expertes nas mangueiras dos vizinhos!
Tudo nessa fruta me conquista = sua cor que vai do laranja ao vermelho cor de carne viva, quase cheia de sangue a pulsar nela. Seu gosto e cheiro indescritível e sua textura pastosa. Algo sem igual.
Um creme feito por Deus, quase como que de carne humana, para nós humanos!
Um comentário:
Sensacional descrição da fruta, que também fez parte de minha infância.
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