Encontro Inter-regional de bispos da Amazônia
Dez da noite, estou quase terminando meu trabalho de assessoria do primeiro dia do Encontro. Naõ é tão tarde, reconheço, mais a intensidade do dia deu uma canseira sem fim.
São seis comissões de trabalho, minha assessoria está na comissão número 01, com o tema central: A Amazônia hoje. Depois de muita partilha de realidades aqui o resumo de uma parte do trabalho de hoje:
1 – A Amazônia hoje
A Realidade em que vivemos
Êxodo rural e inchaço das cidades e metrópoles
Em nossa Amazônia continua o êxodo do campo para a cidade, de modo especial para as capitais de nossos estados: Manaus, Belém, Porto Velho, Boa Vista e Rio Branco. O povo invade a área e vai ocupando espaços na periferias, vivendo em condições precárias, sem nenhuma assistência do Estado, que geralmente chega atrasado.
Muitos ribeirinhos, pela falta de condições, para darem condições para os filhos estudarem, pela ausência do Estado e atraídos pelos sonhos da cidade, abandonaram seu lugar de origem e se mudaram para as cidades mais próximas.
O êxodo é provocado pelos grandes projetos; são milhares as pessoas que de todo o lado migram para as regiões onde estão sendo prometidos ou implementados os grandes projetos: o Gasoduto da Petrobras, as Grandes Barragens, os Projetos da Vale do Rio Doce no sul do Pará e em Barcarena, os projetos do Bio-deesel.
Na fronteira há um esvaziamento dos nativos e uma presença cada vez maior de estrangeiros vindos dos países que estão na divisa da Amazônia, entram em nosso território e aí permanecem de forma ilegal.
O processo descontrolado de colonização leva a contínua e absurda destruição da floresta. “A madeira vai embora de noite, toda noite sem parar”. O discurso oficial do governo parece politicamente correto, em defesa do meio ambiente e da Amazônia, na prática novas estradas estão sendo abertas dentro da mata, a derrubada das árvores continua, o agro-negócio é incentivado, o importante é produzir para ganhar cada vez mais, sem levar em conta as conseqüências desastrosas para o homem e a natureza.
A Amazônia não pode ser tratada como museu, ela precisa se desenvolver, mais para tanto não é necessário destruir mais do que já foi destruído e sim conhecer o valor e o potencial de cada região e aproveitar melhor das imensas áreas já desmatadas.
A baixa qualidade da educação, totalmente desligada da realidade rural, não motiva e nem prepara os jovens para se fixar na terra. De tal modo que muitos deles, filhos de pequenos agricultores não têm amor para a terra e não querem continuar o trabalho dos pais. Alguns deles entram no trabalho formal, infelizmente, ficam ociosos e enveredam no caminho do álcool, dos vícios, das gangues, da prostituição e das drogas.
Drogas e Narotráfico
As drogas se alastram em todos lugares, nas pequenas e grandes cidades e também na zona rural. O álcool é a droga mais usada, consumida já na adolescência e que mais mata. As outras drogas pesadas têm na Amazônia seus “maiores corredores” para o mundo. Os pequenos traficantes jovens e pobres geralmente são presos e lotam os presídios, enquanto que os grandes traficantes andam impunes e soltos.
A droga está organizada de tal forma que tende a se infiltrar na engrenagem dos três poderes. Os planos de governo no combate ao narcotráfico são insignificantes para resolver tal problema de tão grande complexidade. A polícia além de não está preparada e ainda é envolvida nos esquemas do narcotráfico.
Conflitos de terra. Suas causas, violências na zona rural e na cidade
Todas as nossas cidades, de modo especial suas periferias diariamente são palco de violência, que atingem sobre tudo os jovens. Roubos, assaltos, seqüestros são situações cada vez mais comum. A violência doméstica atinge principalmente as crianças e as mulheres.
Continua a violência no campo por causa de terra, conflitos entre colonos e índios, fazendeiros e colonos; do narcotráfico e da exploração do trabalho. São muitos aqueles e aquelas que estão sendo ameaçados de morte por lutarem em defesa da justiça.
Políticas públicas
As políticas públicas implementadas com o objetivo de diminuir a pobreza, parecem que estão gerando uma “nação de pedintes”, um assistencialismo que leva as pessoas a ficarem totalmente dependentes, sem desenvolver ou ajudar na auto-sustentação.
A Realidade em que vivemos
Êxodo rural e inchaço das cidades e metrópoles
Em nossa Amazônia continua o êxodo do campo para a cidade, de modo especial para as capitais de nossos estados: Manaus, Belém, Porto Velho, Boa Vista e Rio Branco. O povo invade a área e vai ocupando espaços na periferias, vivendo em condições precárias, sem nenhuma assistência do Estado, que geralmente chega atrasado.
Muitos ribeirinhos, pela falta de condições, para darem condições para os filhos estudarem, pela ausência do Estado e atraídos pelos sonhos da cidade, abandonaram seu lugar de origem e se mudaram para as cidades mais próximas.
O êxodo é provocado pelos grandes projetos; são milhares as pessoas que de todo o lado migram para as regiões onde estão sendo prometidos ou implementados os grandes projetos: o Gasoduto da Petrobras, as Grandes Barragens, os Projetos da Vale do Rio Doce no sul do Pará e em Barcarena, os projetos do Bio-deesel.
Na fronteira há um esvaziamento dos nativos e uma presença cada vez maior de estrangeiros vindos dos países que estão na divisa da Amazônia, entram em nosso território e aí permanecem de forma ilegal.
O processo descontrolado de colonização leva a contínua e absurda destruição da floresta. “A madeira vai embora de noite, toda noite sem parar”. O discurso oficial do governo parece politicamente correto, em defesa do meio ambiente e da Amazônia, na prática novas estradas estão sendo abertas dentro da mata, a derrubada das árvores continua, o agro-negócio é incentivado, o importante é produzir para ganhar cada vez mais, sem levar em conta as conseqüências desastrosas para o homem e a natureza.
A Amazônia não pode ser tratada como museu, ela precisa se desenvolver, mais para tanto não é necessário destruir mais do que já foi destruído e sim conhecer o valor e o potencial de cada região e aproveitar melhor das imensas áreas já desmatadas.
A baixa qualidade da educação, totalmente desligada da realidade rural, não motiva e nem prepara os jovens para se fixar na terra. De tal modo que muitos deles, filhos de pequenos agricultores não têm amor para a terra e não querem continuar o trabalho dos pais. Alguns deles entram no trabalho formal, infelizmente, ficam ociosos e enveredam no caminho do álcool, dos vícios, das gangues, da prostituição e das drogas.
Drogas e Narotráfico
As drogas se alastram em todos lugares, nas pequenas e grandes cidades e também na zona rural. O álcool é a droga mais usada, consumida já na adolescência e que mais mata. As outras drogas pesadas têm na Amazônia seus “maiores corredores” para o mundo. Os pequenos traficantes jovens e pobres geralmente são presos e lotam os presídios, enquanto que os grandes traficantes andam impunes e soltos.
A droga está organizada de tal forma que tende a se infiltrar na engrenagem dos três poderes. Os planos de governo no combate ao narcotráfico são insignificantes para resolver tal problema de tão grande complexidade. A polícia além de não está preparada e ainda é envolvida nos esquemas do narcotráfico.
Conflitos de terra. Suas causas, violências na zona rural e na cidade
Todas as nossas cidades, de modo especial suas periferias diariamente são palco de violência, que atingem sobre tudo os jovens. Roubos, assaltos, seqüestros são situações cada vez mais comum. A violência doméstica atinge principalmente as crianças e as mulheres.
Continua a violência no campo por causa de terra, conflitos entre colonos e índios, fazendeiros e colonos; do narcotráfico e da exploração do trabalho. São muitos aqueles e aquelas que estão sendo ameaçados de morte por lutarem em defesa da justiça.
Políticas públicas
As políticas públicas implementadas com o objetivo de diminuir a pobreza, parecem que estão gerando uma “nação de pedintes”, um assistencialismo que leva as pessoas a ficarem totalmente dependentes, sem desenvolver ou ajudar na auto-sustentação.