quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Seca - entre lixo e urubus
Cedo o sol convida para um bom banho nas infinitas praias da nossa continental Amazônia. Tanto o Solimões - Amazonas, como os demais rios que formam a Bacia Amazônica estão vivendo o período da seca.
A ausência do líquido precioso é tamanha que muitos lugares estão isolados, pois os rios são suas estradas, caminhos únicos para ligar a vida com outros núcleos humanos.
Nessa época sentimos que quão frágil é nossa logística de transporte, seja o de pessoas, como toda estrutura para se viver numa cidade no meio da floresta. São muitas as embarcações que vão ficando pelo meio do caminho líquido, agora na lama, na terra ou areia. Para a quase totalidade das cidades da região norte, essa é a única via de acesso.
A terra do gás e do petróleo é previlegiada, está quase as margens do solimões, no lago de Coari; portanto sempre em contato com as outras cidades via fluvial, principalmente Manaus. Porém, o lago agora quase seco expõe suas vísceras, sujeira por todo lado, principalmente nas suas margens e nos locais onde estavam os flutuantes matadouros.
A praia que costeava a frente da cidade é um verdadeiro lixão. Todo o lixo é um grande atrativo para os urubus, eles são parte integrante da paisagem urbana de Coari. Adotaram a cidade como sua. Talvez deveriam ser incluídos no senso do IBGE, quem sabe assim alcançaríamos o número de habitantes que nossos administradores estão querendo!

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