domingo, 4 de novembro de 2007

Educação amazônica

Tanto o jornal A Crítica, como o jornal Em Tempo Coari, trazem em suas páginas matérias sobre a educação rural na Amazônia. O A Crítica fala de Manaus e o outro sobre Coari.

Sabemos como é desafiador a educação no interior da Amazônia, principalmente na zona rural dos municípios. As distâncias e um quadro de professores mal preparados mostram que o desafio é gigantesco.

É louvável a iniciativa de quase todos os municípios na área da educação da Amazônia, tentando atingir as pessoas que moram distantes da cidade. A logística para esse tipo de serviço é enorme e complexa. Administrar todos os serviços que geram uma boa distribuição de professores e materiais exige muita competência.

Gente competente tem, a questão é que como em quase todas as áreas a coisa deve funcionar para dar votos e não para cumprir seus objetivos. O nível de corrupção também é grande, indo dos mais variados responsáveis, dos mais simples aos mais graduados, dos que ganham pouco ou quase nada aos que ganham os melhores salários.

A maioria dos professores não está querendo ensinar nada e nem tem condições, quer um emprego onde ele tenha uma renda e nada mais. Esta é uma profissão bem exigente. Claro que acredito que tem muita gente boa nesse meio.

No meu entender o pior gargalo de tudo isso, além de professores despreparados e desmotivados é o projeto pedagógico, usamos um material totalmente fora da nossa ralidade, produzido em outras regiões do Brasil. O futuro vai nos dizer que nossa educação nos des-educou, nos fez ignorante ao que toca nossa cultura.

Com esse tipo de educação o aluno não vai ter competências para gerar riquezas partindo do seu mundo. Toda nossa educação rural está ligada ao mundo da cidade e das cidades do sudeste do Brasil. O que gera com esse tipo de conhecimento é uma migração da zona rural para zona urbana, uma vez que o estilo de vida aprendido na escola é para a cidade e não para o rural.

A educação para a zona rural, deveria partir desse mundo e não o contrário como está acontecendo. Os professores aprenderam que esse mundo rural é o mundo da mata, de caboclos e de índios, "gente que não é civilizada" e a educação é para "civilizar". Desse modo trata os alunos como gente do mato que tem que deixar este estilo de vida.

Ainda temos um longo caminho para construir uma educação com rosto amazônico.

Um comentário:

Anônimo disse...

PADRE ZEZINHO.

Sou coariense, e como você, também carrego no peito a esperança de ver uma Coari melhor, não só a nível de EDUCAÇÃO,mas também de SEGURANÇA, por esse motivo permita-me usar esse espaço democrático de seu blog para fazer um pequeno comentário sobre o homicídio do GUARDA MUNICIPAL ANDERSON, acontecido na noite do último domingo, 04 de novenbro.
Padre, Deus queira que esse não tenha sido apenas o primeiro de muitos que faziam parte do antigo PELOTÃO DELTA DA GUARDA MUNICIPAL, que era composto pelos mais "HOMENS MAIS VALENTÕES" do SARGENTO AGUIAR, quando estava a frente da SECRETARIA DE DEFESA SOCIAL. Ele os fez tão ruins e mal caráter como ele, que fazer terrorismo na cidade virou rob do tal PELOTÃO e até mesmo os seus próprios colégas de trabalho começaram a sofrer a consequência. Fato que causou revolta nos outros PELOTÕES QUE COMPUNHAM A GUARDA como o PELOTÃO ALFA, PELOTÃO BETA E PELOTÃO CHARLES. Ainda no mês de outubro, esses quatro pelotões se reuniram e começaram a denunciar os casos de abuso na imprensa estadual, como o as notícias surtiram pouco efeito para o GOVERNO MUNICIPAL, eles fizeram greve. Quando o prefeito viu que o nogócio estava pegando para o lado dele, ele tratou de reunir com os guardas, ofereceu uma gratitificação de 100 reais para que eles continuassem trabalhando. O prefeito também aceitou a principal exigência dos guardas que era a troca de secretário, mas, em toca pediu o sílêncio, que nada fosse divulgado na emprensa.
Assumiu então como secretário, ALVIMAR MONTEIRO, - O POPULAR "CARIOCA", que leva consigo a secretaria o PASTOR JOVAL. O grande objetivo dos dois HUMANIZAR A GUARDA E CONCIENTIZAR SEUS HOMENS QUE ELES NÃO FAZEM PAPEL DE POLÍCIA. Para isso a primeira coisa a fazer foi afastar todos que faziam parte do PELOTÃO DELTA.
O problema é que o SARGENTO AGUIAR continuou sendo o chefe da segurança particular do prefeito e o PELOTÃO como bom aluno fazendo tudo que ele manda e o TERRORISMO CONTINUA.
Não quero com esse comentário me achar como o dono da verade. apena quero relatar os fatos.