quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Uma outra Coari
Terça- feira
Fui procurado por uma assistente social do grupo de engenharia da Petrobras, ela queria saber quais os problemas-desafios de Coari. Conversamos cerca de uma e meia, a jovem se mostrou bem informado.
Terminado o primeiro tempo da conversa, ela disse e agora? E agora o quê? Perguntei eu. Diante desses desafios que medidas podemos tomar? Ela como representante do Grupo de Engenharia da Petrobras que trabalha na construção do gasoduto Coari - Manaus está entrando em contato com pessoas e entidades que possam trabalhar projetos em busca de alternativas para superar os desafios-problemas dos municípios que estão no traçado da obra.
Fiquei de entrar em contato com pessoas interessadas em ajudar construir projetos que venham ajudar a amenizar nossos desafios-problemas e encaminhar para esse departamento da Petrobras.
Gostaria de convidar em primeiro lugar nossos blogueiros (Louro, Daniel, Walcione, Archipo e Jeimeson...) e quem quiser para enviar projetos no sistema de comentários ou me entregar pessoalment... A Petrobras está esperando!
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Quata-feira
08h30 - 11h30
A convite da coordenação da Seduc no município, participei da pré-conferência municpal de educação, que teve como finalidade apontar os problemas da educação municipal e estadual e encaminhar idéias em busca de soluções desses problemas.
Participaram do evento a coordenadora da Seduc do município, a secretária municipal de educação, os gestores das escolas municipais, estaduais, universidades e escolas particulares.
Esse acontecimento segue a agenda do Ministério da Educação, que numa maratona passando por conferências nos níveis: escola, município, estado e nacional está tentando elaborar um plano de educação para o país. Um plano mais regionalizado.
Tendo como objetivo principal melhorar a educação do país. Um desafio gigantesco.
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11h45
Estive em frente ao cartório onde estavam familiares e amigos do jovem Eliney, que foi brutalmente assassinado. Eles gritavam palavras de ordem e pediam justiça. Enquanto isso dentro do cartório as irmãs do falecido conversavam com o promotor e o delegado da polícia militar de Rio Preto da Eva, que está coordenando a investigação do caso.
Além dos manifestantes, se agromerou diante do cartório uma multidão de curiosos. Todos querem ver a lei se fazer valer. Ninguém aguenta mais tantas injustiças. Nesse ano tivemos notícias de vários mortos e nenhum resultado das investigações. Nem mesmo do carro do Nelson Figueiredo.
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16h00
Reunião no Banco do Brasil da Comissão do "Desenvolvimento Regional Sustentável" (DRS) da qual faço parte. Gosto dessas reuniões, aqui estão pessoas bem diferentes do meu cotidiano.
As discurssões nessas reuniões tentam se manter dentro do objetivo da comissão, idéias para o desenvolvimento da região.
Depois do quinto encontro, decidimos entrar em contato com os plantadores de pupunha e ver se conseguimos marcar uma reunião com eles.
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17h30
Participei de um encontro de moradores do Bairro do Urucu com a ONG Wamarã, prestadora de serviços para a Petrobras.
Esse encontro dessa ONG com os moradores do bairro é uma tentativa de construir a Agenda Comunitária 21. Um projeto que tenta fazer um levantamento dos problemas do Brasil através dos brasileiros que vivem em áreas pobres do país. Em Coari foram escolhidas quatro áreas: Urucu, União, Pêra e Vila Lira.
Fiquei admirado que diante de uma organização neutra de qualquer grupo politiqueiro da terra do gás e do petróleo os moradores desceram a lenha, exporam as vísceras do bairro. Colocaram sem temor vários dos problemas sociais que atingem a vida deles no dia-a-dia.
Hoje a ONG se reunirá com os moradores do bairro da União. Você também está convidado.
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19h30
Desde de Fevereiro do ano passado toco um pequeno projeto com as crianças e adolescentes que moram perto da minha casa, as margens do Igarapé do Espírito Santo, na parte que fica no Bairro de Duque de Caxias.
Todas as quartas nesse horário projetamos um filme para essas crianças e adolescentes. Por falta de opção nas locadoras exibimos o filme: "Uma noite no Museu". A idéia central é apresentar sempre filmes educativos e com eles abrir um pequeno espaço de conversa sobre o filme assistido.
Tem sido interessante e tenho aprendido muito com as crinaças que esperam uma outra Coari.
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Um dia cheio, mas muito proveitoso!

Um comentário:

Anônimo disse...

Meu caro Francisco José,

Tenho grande satisfação de participar da discussão sobre investimentos da Petrobras nas áreas sociais no município de Coari. Como você sabe, fui secretário adjunto e tenho conhecimento de causa das situações reais nas comunidades da área de abragência e dos bairros. Umas das questões levantadas a época, foi os investimentos alocados para comunidades da área de abrangência. Os valores dos benefícios repassados pela SDS não foram expostos claramente pela secretária executiva de estado Nadja e as ações de parceria entre a empresa Petrobras e o município não foram colocas claramente a população de forma transparentes. A empresa ten uma dívida enorme com os cidadãos coarienses que não participam ativamente das riquezas exploradas. Uma outra questão pedente, é sobre os repasses da produção e instalação do TSOL aos proprietáros de terras.
Coari precisa de qualificação de mão-de-obra e uma política de proteção aos empregos dos munícepes como ocorre em Macaé, onde o prefeito Ricardo Mussi particpa ativamente na empregabilidade dos moradores da cidade. Os projetos sociais de Coari têm que contemplar o cidadão coariense, dando-lhe oportunidades e qualidade de vida a sua família, e que seja capaz de livrar-lhe da dependência politiqueira assistencialista implantada pelo administrador municipal. Os dirigentes precisam saber que a riqueza do subsolo de Urucu é finita e terào que gerir esta com resposabilidade entre a empresa e os munícepes.