sexta-feira, 23 de maio de 2008

Uma outra Coari é possível?

O momento histórico que a terra do gás e do petróleo está vivendo é um tempo de reflexão e gerador de muitos sentimentos. Sentimento de alegria para alguns, de raiva para outros, de decepções e de tristeza.
Esse pode ser um momento pedagógico, se quisermos aprender que um mundo gestado somente pelas nossas ambições, somente será capaz de gerar pobreza, miséria e fome. Para alguns pobreza, miséria e fome de comida no prato; para outros pobreza, miséria e fome de sentido da vida.
O interessante desse momento é tentar olhar para o outro com a esperança do novo, mesmo sabendo que nada pode vir de bom daí. Só caminhando contra o que destrói a esperança é que gestaremos o novo. O novo está em nós.
Fico triste de vê quanta alegria gerada pela desgraça. Sentimento de ódio borbulhando dentro de nós. Pobre de nós seres humanos. Parece que o sentimento mais baixo faz nossa alegria.
Jefferson Péres se foi, talvez de saber que tinha conquistado mais uma vitória. Sua vitória será bem comemorada se nós coarienses sentirmos nela que é hora do novo. A melhor forma de agradecê-lo é querer seguir os caminhos que ele sempre quis seguir. O caminho da ética.
Estamos esperando esse novo, gerador de esperanças, ele depende de nós, de cada um. Se nos alegramos com a desgraça, é um sinalizador do que nos alegra. Será preciso cobrar de si que as escolhas não sejam só para a satisfação pessoal, só pelo nosso egoísmo.
O escandâlo dar ipobe, produz notícias, vende jornais, dar audiência, dar acesso nas páginas da internet. Mais é preciso perceber o que nós esperamos.
Mesmo diante do acontecido, de tantas situações negativas; a administração atual vai continuar, ao menos até o fim do ano. Como será daqui para frente? Ninguém sabe. O tabuleiro foi mexido de tal forma que as pedras foram misturadas. O que parecia definido, se quebrou. O que estava escondido, foi exposto e até as vísceras.
Uns dizem que o que vem serão muitas festas, com gente famosa. O povo quer festa, com festas tudo se resolve. Não sei. Mais será que precisamos mesmo de festas ou desse novo que tanto ansiamos?
No segundo semestre iremos ter as eleições para o executivo por todo o Brasil. Será esse o tempo onde iremos saber quem de fato faz as coisas por amor ao município ou somente pensando em si, no seu bolso.
Dar o seu voto, vender o seu voto, comprar e vender os votos dos outros. Fazer tudo isso para um emprego para si ou para parentes, para ter cada vez mais bens materiais, com certeza não gerará o novo. Será uma repetição do velho. É uma corrupção que passa pela minhas mãos, minha vida e minha história, dessa vez sou eu o protagonista da ação corrupta.
Os dados da história estão em nossas mãos. Um momento excecpcional para conhecer um pouco mais da nossa humanidade. Vamos vê como será!

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