sábado, 31 de maio de 2008

Justiça nega preventiva de presos na Vorax
Amazonas Em Tempo

O juiz da 2ª Vara da Justiça Federal, Márcio Luiz Coelho de Freitas, não acatou o pedido de prisão preventiva de 18 pessoas presas na “Operação Vorax”, da Polícia Federal, que descobriu um megaesquema de desvio de recursos em Coari (a 380 quilômetros da capital).
De acordo com a assessoria de imprensa da PF, a solicitação das preventivas dos 18 suspeitos ocorreu porque o delegado considerou que existia a necessidade de mantê-los presos como forma de possibilitar à PF e ao Ministério Público Federal (MPF) a coleta de provas que são consideradas imprescindíveis à investigação.
Fontes de dentro da PF informaram que, em liberdade, essas pessoas podem dificultar o trabalho de apuração das irregularidades que estão sendo investigadas na administração da Prefeitura de Coari, tais como coagir testemunhas e sumir com provas.
Em relação ao prefeito Adail Pinheiro, a assessoria da PF confirmou que o mesmo se constitui no principal alvo das investigações, e que a data do depoimento ou o pedido de prisão preventiva do mesmo está a cargo do delegado Jocenildo Cavalcante.
No rastro para descobrir a origem dos quase R$ 7 milhões apreendidos dentro de sete malas em Coari, a PF descobriu R$ 14,5 milhões que estão retidos em uma conta da prefeitura em uma agência do Banco do Brasil.
O dinheiro, de acordo com as investigações, é proveniente de royalties repassados pela Petrobras ao município que totalizam anualmente mais de R$ 160 milhões.
Agentes da PF que estão em Coari começaram a ouvir funcionários ligados ao esquema de corrupção descoberto na “Operação Vorax”. Além disso, eles apreenderam documentos e veículos. Os policiais chegaram à cidade na tarde da última quarta-feira, dia 28, e ficarão até o dia 4 de junho.
Os nomes dos funcionários interrogados não foram divulgados. Eles estão sendo ouvidos pelo delegado de Prevenção a Crimes Previdenciários, Josafá Marinho Batista Reis, no escritório da Petrobras, Centro da cidade. A operação conta com a participação de oito policiais federais. Na ação, a PF fez buscas nas residências do prefeito Adail Pinheiro, do vice-prefeito Rodrigo Alves, residências de funcionários ligados à fraude, Hotel LH, de propriedade do vereador Lindolfo Reis Avelar, aliado de Adail, na sede da Prefeitura de Coari e na Secretaria Municipal de Obras. Na ação foi apreendido um carro Astra preto de Placa JXP-0623, de propriedade do dentista Bruno Finotti de Oliveira, da Clínica Odontológica de Coari (COC). Além de materiais e documentos que podem ajudar nas investigações.
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Um comentário:

Anônimo disse...

Leio os jornai todos os dias aq em Manaus e cada dia me decepciono com a "nossa" justiça. Pegaram o dinheiro e niguem faz nada, vazou informaçoes e niguem faz nada, A PF faz sua parte a justiça faz o q o governador manda, "nossa justiça nao é só sega ela é tambem paralitica em todos os sentidos da palavra"...Como diz o prorio pref. "enquando o Eduardo for governador nada pode me deter". ele tem razao... (uma vez houvi em certo comentario, se é verdade ou mentira nao sei; o comentario foi o seguinte: no ano em que a escola de samba Beija-Flor fez homenagem ao amozonas sagrando-se campea naquele ano, o dinheiro foi 70% patrocinado pela prefeitura de Coari... e o prefeito exigiu a presença do governador sabe aonde: no coari folia no dia da apresentaçao da Beija-Flor e lá tava ele... querendo tá no Rio de Janeiro....A ganancia do prefeito nao é mais por dinheiro e sim pelo poder de quem manda e desmanda..."