O inquérito da Polícia Federal (PF) concluiu que o prefeito de Coari, Adail Pinheiro, se aproveitou de um vazamento de informações da operação ‘Vorax’ para mandar os envolvidos no esquema de corrupção ocultar provas. Adail é apontado pela PF como líder de um esquema de fraude, sonegação fiscal e prostituição infantil na Prefeitura de Coari.
A informação está na justificativa do pedido de prisão preventiva solicitado pela Polícia Federal contra 17 dos 23 presos durante a operação, segundo informou o juiz da 2ª Vara Federal da Seção Judiciária do Amazonas, Márcio Luiz de Freitas, em seu despacho.
O magistrado encaminhou, ontem à tarde, o pedido de prisão preventiva para o Ministério Público Federal (MPF) para que o órgão emitisse parecer. Freitas disse, em seu despacho, que só enviou o processo, porque o MPF pediu vistas da ação criminal.
A assessoria de imprensa do MPF informou que o procurador da República Marcos André Carneiro deverá analisar o processo na próxima segunda-feira.
A operação ‘Vorax’ foi deflagrada no dia 20 deste mês e prendeu 23 pessoas, em Manaus, Coari, Boa Vista-RR e Brasília-DF, suspeitas de participar de crimes contra recursos públicos na Prefeitura de Coari.
Os presos que tiveram prisão preventiva solicitada pela PF nesta semana são: Adriano Salan, Rome Cineide Gomes, Haroldo Portela, Paulo Emilio Bonilla, Elisabeth Pinheiro Zuidgeest, Walter Braga Ferreira e Antônio Carlos Maria de Aguiar.
Além de Carlos Eduardo do Amaral, Flávio Souza, Ezequiel Brandão, Luiz Cezário Neves, Jorge Michael Souza, Marilza Félix, Ediovan Pimentel, Ednilson Ricardo Façanha, Jacson Bezerra Lopes e Andréa Domingues.
A Polícia Federal disse, em seu pedido enviado à Justiça, que é necessário decretar a prisão dessas pessoas para evitar que elas fujam do Estado.
O juiz Márcio Luiz Freitas mandou apreender os passaportes de todos os 23 presos na operação.
Fonte: Diário do Amazonas
sábado, 31 de maio de 2008
PF diz que Adail mandou presos ocultarem provas
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