O município de Coari não vive só dos desafios estourados pela Operação Vorax da Polícia Federal; vive também da sua beleza e desafios naturais. Aqui há muita beleza de encher os olhos e a alma.
Nesse domingo estive co Igarapé do Buquará. Ali a natureza reina em sua beleza explenderosa. Dar a impressão que estamos no Jardim do Éden. Sair do mundo de tantas notícias negativas e entrar em contato com os encantos e encantes é se transportar para um mundo onde a Coari "visitada" pela Polícia Federal não existe.
A terra do gás e do petróleo não é só rica por esse lado não; são tantas as paisagens belas.
O Igarapé por sua beleza e por suas águas línpidas num dia ensolarado arrasta centenas de pessoas, que para lá vão se divertir. É gente de todo lugar da cidade, principalmente pobres que sem opções e condições de outro tipo de lazer, vão gozar dos encantes e encantos desse lugar mágico e de grátis.
Tudo bem, já é um local de turismo, de lazer dos moradores das outras áreas da cidade. É visível a falta de cuidado de quem vai para lá. Garrafas de plástico e de vidro por todo lugar. Não há nenhum respeito a natureza, mesmo sabendo que ela está dispondo toda sua beleza gratuitamente e se continuar assim, toda essa beleza ficará imprestável, primeiramente para nós mesmo que agora gozamos do que ela dispõe. Um desafio para viver esse local fantástico é o caminho de chegada até lá. A estrada de barro é uma pista natural para um torneio de motocross. Essa estrada é o único caminho para se chegar lá. Nos dias de chuva é praticamente impossível caminhar por essa estrada. Quando chove os moradores do bairro ficam isolados do resto da cidade e do mundo, sem asfalto na estrada, sem água encanada e sem energia; portanto sem televisão e sem telefone.
Como eles esperam esses benefícios chegarem: asfalto, luz e água encanada. Se investisse nessa área, com certeza ela poderia ser um point turístico e de lazer para nós corienses e para os de fora. Uma fonte de renda para os moradores.
Falta de dinheiro não é... as malas estão aí cheias!
Almoçei numa casa de uma família amiga às margens do Igarapé do Espírito Santo, no bairro do Urucu. Estamos no período da cheia, a água está embaixo do assoalho das casas daquele pedaço da cidade.
Esse Igarapé Santo, foi fonte de lazer da minha infância. Aqui aprendi a nadar, pescava de linha e de caniço quando estava cheio e quando sêco, pegava pequenos peixes (carás) com as mãos. Era um festa para nós, criançada pobre da área.
Sua mata ciliar era um encanto e atraia várias espécies de peixes. Hoje o igarapé está totalmente devastado, cheio de aterros. Tudo parece abandonado. Fonte e foco de várias espécies de verminoses, parasitas, mosquitos e outras coisas que prejudicam a saúde humana. É pra chorar!
Nenhum comentário:
Postar um comentário