The After Day
O dia de ontem nos disse com todas as letras e vírgulas que os princípios humanos/cristãos e os valores éticos estão mortos e enterrados em Coari. Até o silêncio nos condena diante das crianças, adolescentes e jovens.
Olhando os que aplaudem, puxam saco (e enchem suas malas de dinheiro... ) da corrupção, do roubo, do assalto, do saque, da perseguição, da pedofilia, da compra de dignidade... entre outros crimes - me vem a inquietação de Nietzsche: "Deus está morto"! Só tentando entender o contexto do filosófo e o de Coari no seu atual momento histórico.
Claro está, o que fica, o que aparece é que o único deus está sendo o "Dinheiro". Tenho, logo existo; é a lógica do capital - deus dos deuses. Até que ponto chegamos na terra do gás e do petróleo, e parece que tudo vai continuar, enquanto os poços jorrarem gás e petróleo, nada vai mudar!
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Quase seis da manhã, o sol começa a despontar, vem trazendo seus raios iluminadores que fefletidos na água barrenta do Solimões douram o rio dum amarelo ouro.
Santigo, leva o remo para mais uma remada, vai num movimento sincronizado, ensaiado pelas mil vezes repetidas. Sentindo a brisa da manhã no rosto, é cedo para o calor do astro rei arder na pele. Seu rosto sereno, mostra alegria, foi uma boa noite de pesca.
Agora voltava alegre e apreensivo para encontrar a Maria que tinha diexado no tapiri no bairro do Pêra. Estavam juntos quase seis meses, sentia que vivia feliz, pobre, mais feliz. As vezes era difícil conseguir a comida de cada dia, mas, a vida continuava... seguia seu ritmo; apesar de ouvir daqueles que liam jornais que a terra do gás e do petróleo era um dos municípios mais ricos do Brasil, dizem que até umas malas cheias de dinheiro já encontraram lá pelas bandas do Naíde Lins, ele mesmo nunca viu; nem se lembra se em alguma vez na vida teve nas mãos uma nota de cem reais.
Olhando distraído para o remo a entrar na água se assustou com um pedaço de tecido humano, parou, o couro ia descendo na correnteza; puxou com o remo e colocou na madeira do banco próximo a ele. Ficou olhando e pensando que alguém tinha morrido por ali. O pedaço de pele era de aproximadamente de oito por quatro centímetros de tamanho.
Quase no meio do couro havia uma linha de pele divisório. Era fácil de saber de que parte do corpo humano era aquele pedaço de pele. Como não enxergava corpo algum, ficou pensando quem tinha ficado sem os companheiros.
Do outro lado da cidade nesse mesmo horário, numa cama quente e num ar frio de ar-condionado o sono invadiu o corpo em repouso, com um cheiro de leite novo.
É de senso comum que o sono produz sonhos e este corpo em repouso sonhava que estava num palco, e ao lado havia alguém com o microfone; de acordo com que falava o homem do microfone seu corpo ia crescendo, olhando de cima via outros se chegando ao microfone, eram dois, três, quatros e de repente uma multidão que largando a microfone agarraram seus escrotos.
Uma sensação de bem estar foi tomando conta do que poderia parecer medo, não sentia dor, pelo contrário era um prazer indescritível. Quanto mais eles puxavam, mais o faziam felizes e também eles que puxavam, irradiavam felicidade.
O que o inquietou foi a elasticidade, assim ninguém aguentaria, já estava esticado em metros, ele olhava feliz e preocupado, vai estourar!!!
Acordou e sentiu que estava dormindo sob a mão; mudou de posição, a mão estava dormente com pouca circulação de sangue. Voltou a dormir. Mais antes de entrar em estado onírico, passou a mão nos escotros, só para conferir e ter a certeza que tudo estava no lugar...
Enquanto isso Santiago remaxa tendo como carga além dos peixes um pedaço de pele... que parecia ser couro de... !!!
Olhando os que aplaudem, puxam saco (e enchem suas malas de dinheiro... ) da corrupção, do roubo, do assalto, do saque, da perseguição, da pedofilia, da compra de dignidade... entre outros crimes - me vem a inquietação de Nietzsche: "Deus está morto"! Só tentando entender o contexto do filosófo e o de Coari no seu atual momento histórico.
Claro está, o que fica, o que aparece é que o único deus está sendo o "Dinheiro". Tenho, logo existo; é a lógica do capital - deus dos deuses. Até que ponto chegamos na terra do gás e do petróleo, e parece que tudo vai continuar, enquanto os poços jorrarem gás e petróleo, nada vai mudar!
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Quase seis da manhã, o sol começa a despontar, vem trazendo seus raios iluminadores que fefletidos na água barrenta do Solimões douram o rio dum amarelo ouro.
Santigo, leva o remo para mais uma remada, vai num movimento sincronizado, ensaiado pelas mil vezes repetidas. Sentindo a brisa da manhã no rosto, é cedo para o calor do astro rei arder na pele. Seu rosto sereno, mostra alegria, foi uma boa noite de pesca.
Agora voltava alegre e apreensivo para encontrar a Maria que tinha diexado no tapiri no bairro do Pêra. Estavam juntos quase seis meses, sentia que vivia feliz, pobre, mais feliz. As vezes era difícil conseguir a comida de cada dia, mas, a vida continuava... seguia seu ritmo; apesar de ouvir daqueles que liam jornais que a terra do gás e do petróleo era um dos municípios mais ricos do Brasil, dizem que até umas malas cheias de dinheiro já encontraram lá pelas bandas do Naíde Lins, ele mesmo nunca viu; nem se lembra se em alguma vez na vida teve nas mãos uma nota de cem reais.
Olhando distraído para o remo a entrar na água se assustou com um pedaço de tecido humano, parou, o couro ia descendo na correnteza; puxou com o remo e colocou na madeira do banco próximo a ele. Ficou olhando e pensando que alguém tinha morrido por ali. O pedaço de pele era de aproximadamente de oito por quatro centímetros de tamanho.
Quase no meio do couro havia uma linha de pele divisório. Era fácil de saber de que parte do corpo humano era aquele pedaço de pele. Como não enxergava corpo algum, ficou pensando quem tinha ficado sem os companheiros.
Do outro lado da cidade nesse mesmo horário, numa cama quente e num ar frio de ar-condionado o sono invadiu o corpo em repouso, com um cheiro de leite novo.
É de senso comum que o sono produz sonhos e este corpo em repouso sonhava que estava num palco, e ao lado havia alguém com o microfone; de acordo com que falava o homem do microfone seu corpo ia crescendo, olhando de cima via outros se chegando ao microfone, eram dois, três, quatros e de repente uma multidão que largando a microfone agarraram seus escrotos.
Uma sensação de bem estar foi tomando conta do que poderia parecer medo, não sentia dor, pelo contrário era um prazer indescritível. Quanto mais eles puxavam, mais o faziam felizes e também eles que puxavam, irradiavam felicidade.
O que o inquietou foi a elasticidade, assim ninguém aguentaria, já estava esticado em metros, ele olhava feliz e preocupado, vai estourar!!!
Acordou e sentiu que estava dormindo sob a mão; mudou de posição, a mão estava dormente com pouca circulação de sangue. Voltou a dormir. Mais antes de entrar em estado onírico, passou a mão nos escotros, só para conferir e ter a certeza que tudo estava no lugar...
Enquanto isso Santiago remaxa tendo como carga além dos peixes um pedaço de pele... que parecia ser couro de... !!!
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