terça-feira, 4 de agosto de 2009

Outros espaços de luta

A luta pelo poder e pela chave do cofre no município de Coari continua. Antes era uma luta partidária; os partidos constituídos para ganhar as eleições e assumir para administrar e fazer o melhor que podem, estão no ringue para vê quem assume a cadeiera do palácio 02 de agosto.

Nas últimas eleições em prática a luta ficou entre os dois adversários com maiores chances, dois grupos. Cada um foi encontrando seus eleitores e neles centrando seus focos de convencimento. No final o ex-prefeito conseguiu eleger seu candidato.

Terminada a guerra pelos eleitores, fechadas e depois abertas as urnas a luta continuou no ringue e desta vez com os advogados. Recorrer foi a palavra e essa briga ainda continua. Os advogados não querem que o "caso Coari" chegue ao fim, seria para eles uma perda de trabalho e de dinheiro, quanto mais tempo ela se estender, mais trabalho eles terão e essa gente não trabalha voluntário.

Atualmente junto com os advogados outros atores entraram na briga, os desembargadores, atualmente são eles, não os eleitores ou os coarienses que define quem senta no trono do palácio 02 de agosto.

Os desembargadores estão no topo do judiciário no Estado, não há mais ninguém acima deles. O que eles fizerem, tá feito, não há no Amazonas quem possa dizer a eles que não é por aí. Só indo para a esfera federal.

"Interpretando a lei" do jeito que querem e cada um interpreta do seu jeito, já foram quatro canetadas no "caso Coari", cada uma delas anulando a ação do último que tinha assinado, cada uma delas dando vantagem para um grupo diferente, hora favorecendo um grupo, hora outro. Do lado de fora dos tribunais, no mundo das pessoas simples mortais e reais vai ficando uma nuvem que não nos permite conseguir saber com certeza o que move os que estão nesse patamar do judiciário.

Agora começaram a brigar entre si, até porque também eles são feitos de vaidade, a briga é para dizer que o outro está errado. Claro, não estão isentos de errar, pois é uma das condições humanas; porém, justificar sua ação no erro do outro já é outra coisa, até porque cada um está dando liminares partindo da interpretação que fazem, entrando num arricasdo jogo onde podem errar com mais facilidade.

Essa modalidade de decidir precisa de um exercício muito grande para vê todos os lados de uma realidade e depois tomar sobre ela uma decisão. Sem contar que os advogados de ambas as partes estão muito perto para mostrar a realidade partindo do interesse de seus clientes. E o interesse de cada um é sentar no trono do palácio 02 de agosto.

Agora é esperar como essa briga vai terminar, estamos aguardando o último round, até porque com tudo isso quem mais perde é Coari!

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