
Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. Esse país é Coari. Uma terra abençoada por Deus, cheia de fartura; fartura de terra, o município é imenso; fartura de água e de peixes; rico de animais silvestres, de infinitas árvores, de petróleo e de gás. De riquezas infinitas.
A beleza. Tudo é um hino de beleza. A começar pelas pessoas, lindas, inteligentes.
Infelizmente essa riqueza é tão roubada e o povo tão empobrecido. A beleza desaparece. Por um lado ela é explorada, saqueada até se desfazer de todo seu encanto. Por outro lado, o povo empobrecido, logo envelhece, perde seu charme pela a ausência dos bens materiais mais necessários para a vida.
Fui no mercado hoje e me enchi de alegria em ver as pedras abarrotadas de peixes. Gosto do cheiro do peixe, de suas formas, de suas belezas, de suas cores e principalmente do sabor. Comprei Cuiú-cuiú, um dos meus peixes prediletos, para mim de sabor único. Guisado com pouco caldo e bem temperado, depois comer com arroz soltinho, farinha torrada e pimenta. Dar água na boca só de descrever.
Indo de banca em banca, entre cheiro de peixes e de gente, ouço o murmúrio do povo, que numca só voz reclama o alto preço dos peixes. Qualquer cambada, seja de qual for o peixe, custa dez reais. Caro, muito caro para o poder aquisisto da maioria dos coarienses. É seu moço, quase todos aqui ganham um salário mínimo e olhe lá
Há decádas que os barcos de pesca invadem nossas águas e vão nos rincões mais distantes, atrás dessa moeda tirada da natureza.
Não se vê por parte do município uma política pública para a situação da pesca. Agora não dar para dizer que não temos dinheiro, as malas estão aí, cheias, abarrotadas. Se o dinheiro encontrado nas malas fosse usado para comprar alevinos e repoar nosso mundo aquático o pescado não estava custando o olho da cara e a cara inteira... e enquanto as malas estão voando cheias de dinheiro, o povo passa fome em Coari.
Uma outra Coari se faz ncessário e urgente!
Indo de banca em banca, entre cheiro de peixes e de gente, ouço o murmúrio do povo, que numca só voz reclama o alto preço dos peixes. Qualquer cambada, seja de qual for o peixe, custa dez reais. Caro, muito caro para o poder aquisisto da maioria dos coarienses. É seu moço, quase todos aqui ganham um salário mínimo e olhe lá
Há decádas que os barcos de pesca invadem nossas águas e vão nos rincões mais distantes, atrás dessa moeda tirada da natureza.
Não se vê por parte do município uma política pública para a situação da pesca. Agora não dar para dizer que não temos dinheiro, as malas estão aí, cheias, abarrotadas. Se o dinheiro encontrado nas malas fosse usado para comprar alevinos e repoar nosso mundo aquático o pescado não estava custando o olho da cara e a cara inteira... e enquanto as malas estão voando cheias de dinheiro, o povo passa fome em Coari.
Uma outra Coari se faz ncessário e urgente!
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