Sonhos roubados
Desde que cheguei aqui em Coari, lá se vão mais de dois anos e meio, tenho visitado bastante os bairro de Urucu, União - especificadamente aqui a área chamada Vila Progresso - Biribute e Ciganópolis. São áreas de muita pobreza.
Pessoas vivendo em extrema pobreza, miséria, fome, esgoto a céu aberto, casas sem o mínimo do necessário para viver, problemas de saúde de toda ordem. O povo vive pela barriga e doente, sem condições de vida e de esperança ou de sonhar um outro mundo possível.
E toda essa pobre e miséria num dos municípios mais ricos do Brasil e não dar mais para dizer que falta dinheiro, as coisas que estão aparecendo, os desvios de dinheiro é para fazer pensar que o egoísmo humano, a ganância gera a morte.
É comum nessas áreas crianças famintas, com barriga quebrada de tanta verminose e doentes; os pais sem condições nenhuma de dar uma vida mais digna para elas, é choro, é lágrima, é de partir qualquer coração de quem tem o mínimo de sensibilidade.
A indignação maior é quando diante desse quadro de pobreza e miséria, de fome e de doença, lemos nos meios de comunicação, algo dessa natureza:
"Há um episódio, citado no pedido da PF para prorrogar o prazo de interceptações telefônicas, em que nasceu uma criança com cardiopatia congênita no hospital da cidade e precisava ser, urgentemente, removida para Manaus, o que não ocorreu porque Haroldo Portela precisou usar a aeronave para transportar uma banda de forró" e mais ainda: "Os ‘agenciadores’ chegavam a oferecer ‘modelos’ por até R$ 5 mil, sob a justificativa de participar dos eventos realizados na cidade, sendo que as demais despesas eram custeadas pelos assessores da prefeitura, mas os serviços eram usados exclusivamente pelo prefeito e Adriano Salan. Geralmente, as garotas eram levadas para um lugar chamado por Salan de ’Vidral‘" (leia matéria completa).
As crianças famintas e com dificuldades de saúde, doentes não merecem isso. Coari não merece isso!
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